AFP Photo|Evaristo Sa
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A primeira tarefa no Ministério é buscar um novo texto sobre leniência, afirma Torquato

Recém-empossado, ministro de Transparência, Fiscalização e Controle diz não sofrer pressão e refuta interferência na Lava Jato

Carla Araújo e Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2016 | 13h35

BRASÍLIA - O novo ministro de Transparência, Fiscalização e Controle, Torquato Jardim, afirmou há pouco que sua primeira tarefa na pasta será buscar um novo texto sobre os acordos de leniência. "Leniência é para reintegração econômica e ela não pode a passo algum prejudicar as investigações", disse.

O ministro disse que não sofre pressão e rechaçou a possibilidade interferência na Operação Lava Jato. "O próprio presidente (Michel) Temer já disse que não há essa hipótese. Eu cumpro ordem", afirmou.

Questionado se teria mudado de opinião em relação ao governo Temer, já que publicou um artigo defendendo que a eventual cassação de Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) levaria necessariamente à queda automática de Michel Temer, Torquato afirmou que agora há um "fato novo e circunstância nova" e que no direito "os conceitos estão em aberto". "A menor circunstância de um fato pode transformar e derrubar toda uma biblioteca."  

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