Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

A prefeitos, Renan diz que centralização de recursos pela União é 'quase sádico'

Presidente do Congresso prometeu rever o pacto federativo e acelerar a votação de projetos que garantam mais recursos para os municípios.

Isadora Peron , O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2015 | 16h34

BRASÍLIA - Em rota de colisão com o governo federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aproveitou a plateia da Marcha dos Prefeitos para criticar o que chamou da crescente centralização dos recursos pela União.

"Os municípios brasileiros estão sendo, do ponto de vista da sua autonomia, cada vez mais esvaziados, porque há um centralismo absurdo, quase sádico, do poder central, de cada vez mais abocanhar os recursos em detrimento dos municípios", disse. 

Para agradar seus expectadores, Renan prometeu rever o pacto federativo e acelerar a votação de projetos que garantam mais recursos para os municípios. 

Um dia depois de o Senado aprovar a primeira medida provisória do ajuste fiscal, Renan também voltou a criticar as medidas, que chamou de "embuste fiscal". Durante o seu discurso, ele disse  que a aprovação das MPs do ajuste fiscal também vai prejudicar os municípios. "Esse ajuste fiscal é na verdade um embuste fiscal porque penaliza o pobre, tributa a renda, tributa o salário. Os municípios brasileiros serão penalizados pelos cortes que a medida provisória faz", afirmou.

Nesta terça, o Senado aprovou a MP 665, que endurece as regras para o seguro-desemprego e o abono salarial. Nesta quarta, outras duas medidas, a 664 e a 668, devem ser analisadas pelo plenário da Casa.

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