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Manifestações de grupos opostos não poderão ocorrer na mesma data, determina Doria

Ato do último domingo contra o governo Jair Bolsonaro terminou em confronto entre manifestantes e apoiadores do presidente

Paloma Cotes, Marina Aragão e Bianca Gomes, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2020 | 13h11
Atualizado 01 de junho de 2020 | 20h44

O governador João Doria (PSDB) afirmou nesta segunda-feira, 1º, que atos de grupos opostos não poderão ocorrer na mesma data, horário e local por determinação do governo de São Paulo. "A decisão visa assegurar o direito às manifestações e preservar a segurança dos participantes", disse Doria em sua conta oficial no Twitter.

Um ato contra o governo Jair Bolsonaro, autointitulado pró-democracia e antifascista e organizado por grupos ligados a torcidas de futebol, terminou em confronto entre manifestantes e apoiadores do presidente, que também faziam uma manifestação em frente ao prédio da Fiesp. A PM interveio e usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o início de uma briga em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Mais cedo, em entrevista coletiva para anunciar medidas de combate ao coronavírus, Doria disse que iria pedir à Prefeitura de São Paulo para que atos na Avenida Paulista de grupos de opiniões distintas fossem realizados em dias diferentes. "O governo de São Paulo volta a repetir que irá garantir o direito de manifestação, seja de qualquer um que estiver se manifestando. Mas ninguém tem direito de agredir. Por isso, nossa decisão de orientar que, tanto as manifestações pró-governo Bolsonaro quanto pró-democracia, devem ser feitas em dias distintos, com acompanhamento e proteção da PM.  A posição da PM não é a favor de um lado e nem de outro", afirmou o governador. 

O secretário estadual da Segurança, João Camilo Pires de Campos, disse que as forças de segurança agem para proteger as pessoas e vitar conflito e violência. "Nem todos foram à Paulista para se manifestar serenamente. Houve provocações e agressões e desandaram no que vimos." A confusão, que durou ao menos uma hora, tomou conta da via e deixou um rastro de destruição: vidros quebrados, caçambas de lixo e entulho revirados e fogo ateado em objetos no meio da via. Seis pessoas foram detidas.

"Quero registrar que estamos assistindo a um momento difícil da vida do País. Tudo que não precisamos neste momento é de confronto. Ele não fortalece a democracia e fortalece um discurso autoritário, que pede a volta da ditadura no Brasil. Aqui, não. Já vivemos a pior crise de saúde do século, a mais grave crise social e econômica, e a maior agressão à democracia dede 64. O Brasil não pode suportar isso. Temos de estar unidos para combater o vírus", afirmou o governador.

'O presidente passeia a cavalo enquanto a pandemia galopa'

Doria voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro, que no domingo participou, em um cavalo, de um ato a favor do seu governo em Brasília. "Qual o sentido de um presidente desfilar a cavalo em meio a 30 mil mortos pelo coronavírus? Mais de 500 mil brasileiros adoentados. O presidente passeia a cavalo enquanto a pandemia galopa, e a crise econômica segue sem rédeas", afirmou. "Bolsonaro não é presidente apenas de bolsonaristas, tem que ser o presidente de todos os brasileiros. A hora não é de divisão. É de união e pela paz e vida de milhões de brasileiros."

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