A porta de entrada para a segunda tela

ANÁLISE: Iuri Pitta

O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2014 | 02h03

Tempo de TV é importante, e por isso o PT se empenhou tanto em conquistar quase metade do bloco dedicado aos candidatos ao lugar de Dilma Rousseff. Quanto mais aparecer o discurso pró-governo, menos tempo sobra para as críticas.

Mas a presidente em busca do segundo mandato também conta com a segunda tela: no programa de estreia, foram exibidas três mensagens para o espectador virar internauta e curtir, compartilhar ou acessar Dilma nas redes sociais. O clipe do jingle começa com um rapaz clicando na tela de seu Mac, e a música é ouvida em rádios, TVs e smartphones. Além de uma presidente que tenta levar uma vida comum e aderiu aos selfies com os eleitores, a campanha quer mostrar Dilma conectada.

Não é só estética. A campanha conta com as redes para "divulgar a verdade" - palavras do site petista -, rebater os "pessimistas" e convencer quem não está convicto de dar um segundo mandato à presidente, como diagnosticou Lula.

Aécio também quis se mostrar conectado. Após homenagear Eduardo Campos, o tucano começou seu discurso de boas-vindas aos brasileiros que querem mudanças e, segundo o candidato do PSDB, já são maioria. Falou e foi ouvido pelo rádio, pela TV de tubo e pela de LED, pelo smartphone da menina na rede de uma barca. Cenas bem produzidas de brasileiros que "lutam para seguir em frente" apesar de um "governo que vem dando errado".

Nas imagens de um mundo multiplataforma, Aécio parecia discursar em uma tribuna por mais de 3 minutos. Faltou tempo para o jingle e, principalmente, para chamar o eleitor ao embate nas redes sociais, que não se restringe a uma só tela.

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