Andre Dusek/Estadão
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A pedido do Planalto, ministros colocam cargo à disposição

Iniciativa ocorre um dia depois de Marta Suplicy pedir demissão e a Casa Civil pedir para titulares encaminharem suas cartas

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2014 | 18h00

Atualizado em 13.11

Brasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, informou nessa quarta-feira, 12, que 15 ministros, inclusive ele mesmo, já apresentaram uma carta colocando o cargo à disposição da presidente Dilma Rousseff. Na avaliação de Mercadante, o gesto é meramente “diplomático” e de “agradecimento” por ter participado do atual governo.

“É uma formalidade, foi uma sugestão minha, faz quem quiser”, disse o ministro, em entrevista concedida no Palácio do Planalto. “É um gesto de gentileza, e não tem prazo, não. O governo vai até 31 de dezembro. É uma forma de demonstrar publicamente esse espírito que foi a campanha da presidente Dilma: equipe nova e um governo novo.”

Na tentativa de neutralizar a saída de Marta Suplicy do Ministério da Cultura, Mercadante pediu a todos os ministros que entreguem suas cartas de demissão até a próxima terça-feira, quando a presidente retornará de sua viagem à Austrália.

A ideia inicial era que a entrega dos cargos à presidente ocorresse de forma conjunta, no próprio dia 18, como forma de indicar que a equipe deixava a presidente à vontade para compor um novo time no segundo mandato. A atitude de Marta, porém, surpreendeu o Palácio do Planalto e obrigou o governo a antecipar o processo de saída coletiva.

De acordo com Mercadante, a maioria dos ministros se manifestou “totalmente favorável” à ideia. “Quais as cartas que chegaram eu não vi. Toda hora está chegando. Os que não quiserem não precisa, não é obrigatório.” O governo tem 39 ministérios.

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