A pedido da Itália, União Europeia aceita discutir caso Battisti

Deputados europeus discutem apoio político à extradição do ex-extremista de esquerda na quinta-feira

Ansa

03 de fevereiro de 2009 | 08h09

Com 104 votos a favor e 49 contra, o Parlamento Europeu aprovou nesta segunda-feira a proposta de incluir em sua agenda de discussões o caso do ex-militante de esquerda Cesare Battisti, que recebeu refúgio político no Brasil e cuja extradição é pedida pela Itália.  O caso será discutido na quinta-feira pelos deputados europeus em Estrasburgo, no leste da França.   Veja também: Embaixador volta ao Brasil após consultas na Itália  TV Estadão: Ideologia não influenciou concessão de refúgio, diz Tarso   Documento: Processo do Ministério Público que defere extradição de Battisti     Abaixo-assinado a favor do refúgio a Battisti Especialista diz que decisão de Tarso foi 'política'  Leia tudo o que já foi publicado sobre o caso  Entenda a polêmica do caso Battisti     A decisão do Parlamento Europeu é uma resposta positiva ao pedido do ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, que solicitou o "apoio político" da União Europeia à tentativa de obter a extradição de Battisti, condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos ocorridos no fim da década de 1970.Em nota, a deputada italiana Roberta Angelilli, que compõe a bancada da Aliança Nacional (AN) no Parlamento Europeu, comemorou o fato de que as instituições europeias "não ignoraram o apelo lançado pelos mais altos cargos" políticos da Itália. No último dia 29, a Comissão Europeia havia descartado interferir no caso, alegando "não ter competência para intervir na questão bilateral entre Brasil e Itália". A posição da instituição foi tomada em resposta ao pedido de intervenção no caso feito pelo ministro italiano para Assuntos Europeus, Andrea Ronchi. Pivô de uma grave crise diplomática entre Brasil e Itália, Cesare Battisti está preso desde 2007 no Brasil. No último dia 13, o ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, concedeu a ele o refúgio político, o que desencadeou fortes reações de políticos italianos. Um parecer final sobre o caso será dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que poderá ratificar o refúgio político ou ordenar a extradição.

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