A pedido da cúpula, tucano falta a evento

Durante congresso e convenção, PSDB faz defesa tímida do senador

Cida Fontes e Eugênia Lopes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

Para evitar constrangimentos ao partido, o senador Eduardo Azeredo (MG) não compareceu ontem ao 3º Congresso e à 9ª Convenção do PSDB. Denunciado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, por envolvimento no mensalão mineiro, ele desistiu de ir aos encontros por recomendação de integrantes da cúpula da legenda.Na ausência de Azeredo, os dirigentes afinaram o discurso e fizeram uma defesa tímida do ex-governador de Minas. Fizeram questão de ressaltar que as acusações contra o senador não têm nada a ver com o esquema do mensalão, denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva."Quem tem culpa no cartório que pague pela culpa. Não tenho nenhuma inibição em dizer que é preciso que se apure e, se for o caso, que se puna", disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Mas mensalão é outra coisa. Houve no tempo do presidente Lula. Significa gente receber dinheiro para votar com o governo. A acusação de Minas é outra: é dinheiro para campanha. Também não é certo, mas são duas coisas diferentes."A defesa mais veemente do senador foi feita pelo governador de Minas, Aécio Neves, que considerou "injusta" a denúncia. "Tenho certeza de que Minas conhece bem o senador pela correção. Ele saberá se defender adequadamente. É preciso que o partido e ele recebam a denúncia com serenidade.""Vamos aguardar para ver o teor da colocação do procurador-geral", observou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, candidato derrotado à Presidência em 2006. "Acredito piamente na boa intenção e na seriedade do senador Azeredo", emendou o governador de Alagoas, Teotônio Vilela.PRESIDENTEAssim como Fernando Henrique, o senador Sérgio Guerra (PE), que assume hoje a presidência do PSDB, também fez distinção entre as irregularidades em Minas e o esquema do governo Lula. "Há irregularidades na questão de Minas, mas não era mensalão."

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