JF Diório/AE
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A ferroada

Na pisada em falso, arraia não perdoou. Deixou um buraco na canela

Roberto Almeida, enviado especial à Amazônia ,

10 de dezembro de 2009 | 17h02

Wilson Kanamari jogava malhadeira um mês atrás. Queria surubim, mandi, pacu, mas veio arraia que espetou ferrão em sua canela direita.

Foi na aldeia kanamari Remansinho, na beira do rio Itaquaí, dentro da Terra Indígena Vale do Javari. 

Na pisada em falso, arraia estava em baixo e não perdoou. Ferroada deixou buraco na canela, inchou tudo até o joelho e não deixava Wilson andar.

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Passou tempo sem tomar remédio, ferida aumentou. Mas a ferida agora que é tratada com iodo dentro de Kukahã. Em volta, esparadrapo, gaze e algodão.

Arraia é comum, e está em tudo quanto é rio. Tem várias espécies, mas essa Wilson não sabe dizer qual era.

A lição que fica é que na amazônia não dá para pisar em falso, como fez o kanamari.

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