À ''Economist'', ele diz que não é hora de se aposentar

Em carta publicada na edição eletrônica de ontem da revista The Economist, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), diz que não está na hora de se aposentar e, no contexto da longevidade em cargos públicos, criticado pela revista britânica, compara-se a políticos mundiais importantes, como Winston Churchill, David Lloyd George e Benjamin Disraeli.Na carta - uma reposta a artigo publicado há 15 dias pela revista, com o título Onde os dinossauros ainda vagam -, Sarney afirma que "tampouco há algo de original na participação de membros de uma mesma família na política de um país." E diz que os exemplos britânicos incluem os Pitts e os Churchills e, nos Estados Unidos, as famílias Adams, Kennedy e Bush.Sarney se queixa de que o artigo deixou de mencionar que nos últimos sete anos um grupo rival controla o governo do Maranhão. "Eu não concorro a uma eleição no Maranhão há 30 anos. Assim, não creio que se possa dizer que eu controlo o Estado como um feudo." Por fim, Sarney responde à afirmação da revista de que foi um presidente "acidental e sem distinção". "Não é este o julgamento do povo brasileiro, que nas pesquisas sobre ex-presidentes me colocou em terceiro lugar", argumenta. "A história julgará o meu papel, mas sou reconhecido como o presidente da transição democrática, da convocação da Assembleia Constituinte e que priorizou o desenvolvimento social, o que permitiu o surgimento de uma sociedade verdadeiramente democrática e levou um operário a ser eleito presidente da República."

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