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A dois dias de julgamento sobre impeachment, advogado-geral conversa com 3 ministros do STF

Luís Inácio Adams se reuniu com o relator da ação, ministro Luiz Edson Fachin, e com os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso

Beatriz Bulla, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2015 | 21h34

BRASÍLIA - O ministro Luís Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União, teve reuniões com três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta segunda-feira, 14. A Corte irá julgar na próxima quarta-feira, 16, ação que questiona o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso.

Hoje, Adams conversou com o relator da ação, ministro Luiz Edson Fachin, e com os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso. Na sexta-feira, o ministro já havia se reunido com o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, quando entregou ao Supremo as manifestações da AGU e da Presidência da República sobre a ação proposta pelo PC do B sobre o assunto.

No documento encaminhado por Dilma, a presidente pede a anulação da abertura do processo para garantir direito a defesa prévia. Mas parte do governo já admite dificuldade em convencer os ministros do STF de que o ato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de receber a denúncia de impeachment contra a presidente deve ser anulado.

O governo espera do STF um posicionamento favorável em ao menos dois pontos: a anulação da votação que elegeu oposicionistas e dissidentes da base para a Comissão Especial do impeachment e o reconhecimento do poder do Senado, e não da Câmara, para eventualmente afastar a presidente do cargo antes do julgamento do impedimento.

O advogado-geral da União irá continuar o périplo nesta terça, 15, para falar com os onze magistrados sobre o assunto. Os ministros também devem receber visitas de deputados da oposição e advogados envolvidos na discussão. Fachin prometeu adiantar uma minuta de seu voto aos colegas ainda nesta terça-feira, para evitar pedidos de vista.

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