À Corregedoria, Dadá diz que não pagou propina

O sargento aposentado Idalberto Mathias de Araújo, o Dadá, afirmou na quarta-feira, em depoimento à Corregedoria-Geral do Distrito Federal, que jamais pagou propina a qualquer servidor público do governo de Brasília. Dadá é apontado pela Polícia Federal e pela CPI do Cachoeira como um dos integrantes do grupo do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

RICARDO BRITO, Agência Estado

28 de junho de 2012 | 14h32

Em diálogos interceptados pela PF na Operação Monte Carlo, Dadá e o ex-diretor regional da Delta Cláudio Abreu conversam sobre um suposto pagamento de propina a Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete governador de Brasília, Agnelo Queiroz (PT) para facilitar negócios da empreiteira na capital. A Delta detém o contrato de coleta de lixo no DF.

Em depoimento à CPI nesta quinta-feira Monteiro negou qualquer recebimento de propina e qualquer relação com o grupo do contraventor. Ele relatou aos integrantes o depoimento de Dadá prestado à Corregedoria e entregou à comissão seu inteiro teor. "O depoente deseja deixar consignado que nunca ofereceu dinheiro, nem entregou pagamento a ninguém", descreveu assim o relato de Dadá o secretário do Processo Administrativo Disciplinar aberto neste ano, a pedido do próprio ex-chefe de gabinete. Monteiro deixou o cargo em abril deste ano para rebater as suspeitas levantadas contra ele.

Numa atitude idêntica à de Agnelo Queiroz, governador do DF, quando depôs na CPI, Monteiro colocou à disposição seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. E desafiou a comissão a encontrar qualquer irregularidade cometida. "Cadê o rádio? Cadê a propina? Cadê a facilitação da licitação? Cadê o tráfico de influência?", questionou. A atitude do ex-chefe de gabinete durante o depoimento foi elogiada até mesmo pela oposição. Mesmo com habeas corpus que lhe garantia ficar em silêncio, Monteiro respondeu a todas as perguntas. Ele chegou a chorar e o depoimento transcorre sem quaisquer sobressaltos.

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