'A Constituição me garante', diz Lupi sobre acúmulo de cargos

Parecer da Comissão de Ética Pública diz que Lupi não poderia ocupar pasta do Trabalho e presidência do PDT

Agência Brasil

15 Janeiro 2008 | 14h18

O ministro Carlos Lupi afirmou nesta terça-feira, 15,  que aguarda o parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o fato de ocupar simultaneamente o cargo de presidente do PDT e a pasta do Trabalho e Emprego. Parecer da Comissão de Ética Pública diz que Lupi não poderia ocupar os dois cargos e sugere sua demissão.  Ele disse que não temer uma demissão porque está protegido pela Constituição Federal, segundo a qual os partidos políticos são as representações institucionais e legitimas política brasileira. "Como a Constituição me garante, eu não temo nada." "Nada está acima da lei. Nenhuma interpretação de nenhuma comissão, de nenhum cidadão brasileiro, está acima da Constituição Federal. Mostrem os atos, mostrem os fatos. Digam algum ato do ministro Carlos Lupi que não seja republicano e transparente", acrescentou.  Lupi citou outro motivo para não se despreocupar com a possibilidade de demissão: a negociação política realizada antes de assumir o ministério. Além disso, Lupi lembrou que existem, em outros países, primeiros-ministros que são presidentes de partido. "Você tem ministros de Estado, você tem secretários de Estado, você tem secretários municipais, porque a representação política das idéias se faz pelos partidos."  O ministro do Trabalho disse que ainda não conversou sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, todas as conversas que teve com Lula foram sobre ações do ministério.

Mais conteúdo sobre:
Carlos Lupi

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.