''''A confidencialidade deve ser mantida''''

Tião Viana: senador (PT-AC)

Entrevista com

Rosa Cosa, Brasília, O Estadao de S.Paulo

11 de fevereiro de 2008 | 00h00

O senador Tião Viana (PT-AC) defende a confidencialidade de gastos dos cartões corporativos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família. O petista afirma ainda ser contra a abertura desses dados para uma eventual CPI dos Cartões. "A CPI tem quebrado a confiança da privacidade das informações", afirmou.O senhor concorda com a manutenção do sigilo nos gastos de cartões corporativos cujas compras são consideradas de segurança nacional?Concordo sim. Entendo que a confidencialidade deve ser mantida em casos relacionados à segurança do presidente da República, de seus filhos e esposa, da residência presidencial e nas viagens das equipes precursoras do presidente. Agora, no que diz respeito a gastos dos ministros, acho que deve ser tudo transparente.O senhor apóia a forma como os cartões estão sendo usados hoje?Tenho absoluta confiança no presidente Lula. Acho que ninguém iria praticar desvio moral nesse tipo de atividade. Acredito que a atividade está sujeita ao controle interno da Presidência.Uma eventual CPI dos Cartões deve ter acesso a dados tidos como de segurança nacional?Não, porque, em regra, as CPIs têm quebrado a confiança da privacidade das informações. Tornou-se um instrumento político, embora se trate de uma questão de Estado e não apenas política. Os cartões devem ser mantidos?Sim, por se tratar do método mais seguro para o controle de gastos do governo. O que deve mudar é o sistema de fiscalização, de controle de todos os gastos. Não tenho dúvida de que se trata do método mais seguro de controle que se tem, porque deixa a marca de quem comprou, o que gastou e como gastou.

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