A Colômbia não desistiu de comprar aviões de ataque leves

Ao contrário do que informou hoje a agência Dow Jones, a Colômbia não voltou atrás na sua decisão de comprar aviões de ataque leves. Essa decisão está mantida. Esses aviões serão adquiridos com recursos do orçamento nacional colombiano, mediante financiamento externo. O Super Tucano da Embraer é um dos candidatos. Tido como o melhor do mundo nessa categoria no momento, ele concorre com modelos da americana Rayrtheon Aircraft, da Pilatus suíça, da IAI de Israel e da estatal aeronáutica da Coréia do Sul.A Dow Jones falou da interrupção de negociações, mas as negociações interrompidas são outras, iniciadas em 2000 e quase concluídas no fim do governo de Andrés Pastrana. Por orientação do novo presidente, Alvaro Uribe, em outubro o Ministério da Defesa da Colômbia zerou a negociação anterior e abriu uma nova rodada, convidando diversos fabricantes, entre eles a Embraer, para apresentar seus produtos.Em reportagem exclusivapublicada no domingo passado, dia 10, O Estado de S. Paulo revelou que as Forças Armadas americanas estavam exercendo lobby contra a compra, pela Colômbia, de novos aviões de ataque leves, e sugerindo que o país modernize sua pequena frota de velhos jatos A-37 e turboélices OV-10. Esses aviões são de fabricação americana. No sábado à noite - conforme noticia o Estado de hoje -, o presidente Fernando Henrique Cardoso afirmava, na República Dominicana , que o governo brasileiro sairia em defesa da Embraer.

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