83 jornalistas foram mortos em 2003

A Federação Internacional deJornalistas (FIJ) informou hoje que pelomenos 83 repórteres e funcionários de meios de comunicação,muitos da América Latina, morreram neste ano em decorrência dasguerras, 13 a mais do que em 2002. A organização, que agrupa associações de jornalistas, tambémcondenou o que descreveu como ampla indiferença governamental emrelação à vida dos repórteres em situações de crise. "Vemos que em muitos países os jornalistas são atacados porseu trabalho, mas o que essas tragédias significam para ademocracia e a liberdade de expressão não importa para numerososgovernos", denunciou Aidan White, secretário-geral da FIJ. Ele citou como exemplos dessa indiferença a investigaçãomalfeita do assassinato de sete jornalistas da Colômbia e dasFilipinas que revelaram casos de corrupção e crime organizado. Os Estados Unidos também não responderam às queixas pela mortede 16 jornalistas de várias nacionalidades no Iraque,acrescentou. Em 2003, nove jornalistas tiveram morte violenta na Rússia,sete na Colômbia, quatro na Índia, e três no Brasil, no Nepal enas Filipinas, informou.

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