83% das ações do PAC estão em ritmo adequado, diz governo

Dilma divulga o 5º balanço do programa, cujo pagamento de obras é 3,5 vezes maior que em putubro de 2007

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

30 de outubro de 2008 | 11h37

Relatório do governo sobre o quinto balançao do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) mostra que de janeiro a 23 de outubro  foram empenhados R$ 10,4 bilhões para as obras do PAC, porcentual 34% maior que no mesmo período de 2007. Neste ano, foi pago um valor total de R$ 8,2 bilhões.   Veja também: Especial: Balanço do PAC   Das 2.198 ações monitoradas pela equipe da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, 83% estão em ritmo adequado e receberam o selo verde; 7% estão em situação que requer atenção, e receberam o selo amarelo; e 1% estão com o selo vermelho, de preocupante.   Entre as obras que estão com situação preocupante estão a construção do terminal de passageiros do aeroporto de Vitória, a melhoria de pista e pátio do aeroporto de Guarulhos, a construção da usina hidrelétrica de pedra branca, entre Pernambuco e Bahia, a construção do terminal de passageiros do aeroporto de Macapá.   Execução das obras   O governo executou, neste mês, R$ 15,6 bilhões em pagamentos a empresas responsáveis por obras incluídas PAC, informa o texto distribuído a jornalistas, no Palácio do Planalto, sobre o quinto balanço do programa, detalhado pelos ministros Paulo Bernardo (Planejamento, Orçamento e Gestão) e Dilma Rousseff (Casa Civil). Esse valor é 3,5 vezes maior que o registrado em outubro de 2007, segundo o relatório.   Em uma tabela que está exibida pela ministra em um telão instalado no Salão Leste do Palácio do Planalto, o governo informa que executou R$ 8,22 bilhões de março de 2007 a 23 de outubro deste ano. E de janeiro a outubro de 2008, a dotação total para o PAC foi de R$ 17,9 bilhões. O governo empenhou R$ 10,4 bilhões e pagou R$ 8,2 bilhões.   Crescimento da economia   Ao divulgar o relatório do quinto balanço das obras do PAC, Dilma destaca que o governo já trabalhava com a perspectiva de uma redução moderada no crescimento da economia em 2009 na comparação com este ano. Ao tratar da crise financeira internacional, o documento destaca estimativas anteriores de que o crescimento do PIB no próximo ano será de 4,5%, 0,5 ponto porcentual menor que a estimativa para 2008. Para 2010, o crescimento previsto do PIB é de 5%. Esses números são os mesmos apresentados em balanços anteriores.   Das 210 páginas do relatório, nove abordam a questão da crise internacional. O governo lista como impactos imediatos da crise sobre o Brasil as perdas patrimoniais no mercado acionário e de derivativos, a redução das expectativas sobre o PIB em 2009, a restrição da liquidez para empresas brasileiras, o encarecimento do crédito doméstico e o travamento do financiamento externo das exportações.   O documento ressalta que essa crise é a mais forte desde 1929. Mas, destaca, porém, que economias emergentes como a do Brasil serão menos atingidas que as avançadas por apresentarem um crescimento mais rápido, terem grande potencial de expansão do mercado interno e possuírem instituições financeiras com menor alavancagem e menos ativos podres.  

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