80% das obras do PAC estão em ritmo adequado, diz Lula

Presidente afirma que libera a verba para o programa conforme o andamento das obras

24 de setembro de 2007 | 07h58

Em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apresentado na última semana, mostra que "80% das obras estão no ritmo adequado". Segundo Lula, em abril, este quadro era de 52%.   Lula disse ainda que apenas 9,7% das obras do programa foram classificadas como preocupantes. "Ou seja, aquela que tem uma ação na justiça, aquela que tem uma ação no Tribunal de Contas, aquela que ainda não conseguiu licenciamento prévio".   O TCU soltou um relatório antes do balanço geral do programa apontando que 29 obras estão com irregularidades graves, envolvendo recursos de cerca de R$ 2,99 bilhões.   Lula disse que libera a verba para o programa conforme o andamento das obras. "Nós temos, para este ano, R$ 14,771 bilhões, ou seja, desse, apenas quase 10% já foram pagos".   "A minha expectativa é que, inclusive, todo o dinheiro que nós colocamos para saneamento básico, que são praticamente R$ 40 bilhões em quatro anos, as obras comecem, quase todas, em fevereiro", disse o presidente.   Para Lula, o PAC é resultado da economia estabilizada que, segundo ele, o Brasil se encontra. "Se você pegar as estatísticas da construção civil brasileira, ela ficou paralisada praticamente 20 anos. (...) De dois anos para cá, ela começou a se recuperar, nós fizemos uma série de mudanças nas leis para facilitar o funcionamento da construção civil".   Mudança climática   Lula embarcou nesta segunda para os Estados Unidos, onde, na terça-feira participará de uma reunião da ONU para tratar da mudança climática. Sobre o encontro, o presidente disse que tem bons dados para mostrar. "Entre agosto de 2005 e julho de 2006, a taxa de desmatamento na Amazônia caiu 25%. A área desmatada no país baixou de 27 mil quilômetros quadrados em 2004, para 14 mil quilômetros em 2006".   "Esse desmatamento evitou a emissão de 410 milhões de toneladas de CO², evitou a destruição de 600 milhões de árvores e de mais de 20 mil aves e 750 mil primatas", afirmou.

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