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75% da população é favorável às cotas para mulheres na política

Pesquisa encomendada por secretaria especial mostra, porém, que lei só é conhecida por 24% dos brasileiros

Agência Brasil,

09 de março de 2009 | 17h01

A legislação que garante às mulheres participação de 30% nas listas de candidatos dos partidos políticos é conhecida por apenas 24% dos brasileiros. Foi o que apontou uma pesquisa realizada com apoio da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres pelo Instituto Ibope/Instituto Patrícia Galvão/Cultura Data. Mas quando apresentados ao conteúdo dessa política, 75% dos entrevistados diz-se favorável às cotas. E 86% apoiam a punição aos partidos políticos que descumprirem a legislação.   Veja também: Brasil tem piores índices de participação feminina no Legislativo Brasil tem menos mulheres no poder que média mundial À margem do poder: cultura e sistema afastam mulheres da política   De acordo com a secretaria, o Brasil conta hoje com apenas 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12% nas assembleias legislativas e 12% nas câmaras municipais. Segundo a União Interparlamentar (UIP), organização internacional com sede em Genebra, na Suíça, o Brasil ocupa a 141º posição em um ranking que avalia a presença das mulheres nos parlamentos em 188 países. No contexto da América Latina, o Brasil só fica à frente da Colômbia.   Para 83% dos entrevistados, a presença de mulheres no poder "melhora a política nesses espaços". Na opinião de 74% deles, elas trariam mais honestidade e mais compromisso com os eleitores. A pesquisa revelou ainda que 8 em cada 10 brasileiros são favoráveis a medidas legislativas que promovam igualdade política de gênero.   Mais de 90% afirmou que votaria em uma mulher. Neste grupo, cerca de 60% daria o voto a uma candidata independente do cargo em disputa. Entre os que selecionaram cargos, 26% votariam em uma mulher para prefeita e apenas 14% para presidente e governadora.

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