69,2% acreditam que Dilma fará um bom governo, aponta CNT/Sensus

17,6% acreditam que a presidente terá um desempenho regular e 6,4%, que Dilma fará um governo péssimo ou ruim

Carol Pires / BRASÍLIA, Estadão.com.br

29 Dezembro 2010 | 16h12

Pesquisa Sensus divulgada nesta quarta-feira pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revela que para 69,2% da população, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) fará um governo ótimo ou bom. Para 17,6%, a presidente deve ter um desempenho regular e para 6,4%, Dilma fará um governo péssimo ou ruim. Outros 7% dos entrevistados não souberam responder.

 

Foram entrevistadas duas mil pessoas, em 136 municípios de 24 estados, entre os dias 23 e 27 de dezembro de 2010.

 

A pesquisa CNT/Sensus também aponta que para 43,7% do eleitorado o Brasil vai se desenvolver muito nos próximos quatro anos, quando 39,8% acham que o país vai se desenvolver apenas um pouco. Para 7,5% o país ficará estagnado, e 9,2% não souberam responder.

 

Na área social, os resultados são semelhantes: 43% acham que o país vai desenvolver muito na área social; 39,8% acreditam que o Brasil desenvolverá um pouco; 8% avaliam que o país não vai melhorar neste setor, e 9,3%  não souberam responder.

 

Continuidade

 

De acordo com o levantamento Sensus, a maioria da população, 65%, concorda com a afirmação de Dilma dará continuidade ao governo Lula. Apenas 8,5% acham que a presidente eleita dará continuidade “em parte” aos programas de Lula, enquanto 23% discordam desta premissa. Do total, 3,6% não souberam responder.

 

Avaliação do ministério

 

O levantamento CNT/Sensus também quis saber dos entrevistados aprovam ou não os ministros indicados pela presidente eleita, Dilma Rousseff. Para 45,5% os indicados são ótimos ou bons. Para 23,5% as nomeações são “regulares”, e para 7% os novos ministros são ruins ou péssimos. Outros 24,2% não souberam responder.

 

A Sensus perguntou ainda a quem os entrevistados atribuíam a indicação dos novos ministros, sendo que a maioria, 27,5%, acreditam que partiu do presidente Lula as nomeações. Os que acham que a presidente eleita, Dilma Rousseff, foi a principal responsável pelas indicações somam 24,8%, e os que creditam aos partidos aliados somam 18%. Outros 16,7% acham que o PT foi o principal responsável pela indicação da nova equipe ministerial, enquanto 13,15 não souberam responder.

 

Reforma tributária é a principal expectativa

 

A pesquisa revela ainda que a aprovação de uma reforma trabalhista é a principal expectativa dos eleitores para o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. Das duas mil pessoas entrevistadas, 28,7% responderam que a reforma trabalhistas é, das reformas sociais, a mais importante para o próximo governo, enquanto 20,9% elegeram a reforma política como prioridade.

 

Para 11,5%, aprovar a reforma tributária deveria ser levada como principal desafio do próximo governo; 10,1% escolheram a reforma previdenciária como prioridade; 9,4% apontaram a reforma Judiciária; e 7,4% a reforma agrária. Outros 12,2% não souberam responder.

 

Quanto o assunto é problemas sociais que devem ser combatidos pelo próximo governo, a questão da saúde pública é a mais citada: 46%. Outros 19,5% acham que a educação pública deve ser a prioridade do governo;  15,1% citaram a violência urbana; 9,2% a geração de empregos; e 3,1% o problema da habitação.  Por fim, 2,8% apontaram a precariedade do transporte pública como principal problema a ser resolvido; 1,5% acham que a situação das estradas é o maior desafio; e 1,3% lembraram do saneamento básico. 1,8% não souberam responder. 

 

(Atualizada às 16h48 para acréscimo de informações)

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