50 pessoas protestam contra Alckmin em Piracicaba

No início da tarde, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi surpreendido pela manifestação de um grupo de aproximadamente 50 pessoas, que protestavam contra ele, o presidente Fernando Henrique Cardoso e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ele havia percorrido o novo trecho da rodovia das Bandeirantes inaugurado hoje e seguiu para Piracicaba, onde participou da solenidade de comemoração dos 100 anos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). A sede do governo estadual foi transferida para o campus neste final de semana, em homenagem ao centenário.O movimento reuniu representantes do PC do B, do PDT, de sindicatos locais, estudantes com o rosto pintado e quatro membros do grupo Anarcopunk de Piracicaba. Eles se concentraram em frente ao campus da Esalq e pediram para entrar depois da chegada do governador. A entrada foi permitida e cerca de 30 manifestantes se acomodaram em um gramado ao lado de onde ocorria o cerimonial de comemoração dos 100 anos da Esalq. A polícia e os seguranças do governador permitiram que os manifestantes permanecessem no local desde que não atrapalhassem a cerimônia. Eles chegaram a ensaiar alguns gritos de protesto, sem muito efeito. Quando Alckmin subiu à tribuna, os manifestantes fizeram coro de "Fora governo do apagão e da corrupção", e saíram pouco depois do início do discurso do governador, que ignorou os protestos. Pedro Luís Totti, do Sindicato dos Previdenciários de Piracicaba, explicou que se tratou de um ato de protesto contra a política de FHC. O estudante Davi Lopes Pereira, de 19 anos, aluno do segundo ano do ensino médio, disse que a manifestação tinha como proposta chamar a atenção dos estudantes para tirar Fernando Henrique do poder. "CPI já e fora FHC", exaltou-se. Já os quatro integrantes do grupo Anarcopunk se limitaram a posar para fotógrafos, cinegrafistas e se retiraram do campus assim que a polícia pediu. Um ex-aluno da Esalq, integrante do Sindicato dos Servidores da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, que não quis se identificar, lamentou a demora do governo em liberar a verba para a vacinação contra febre aftosa - a liberação de R$ 1,2 milhão foi oficializada ontem por Alckmin, em Piracicaba. Mas o sindicalista afirmou que os pecuaristas solicitam o investimento desde 1997 e a demora pode trazer problemas ao gado já este ano. Depois de terminada a solenidade de comemoração dos 100 anos da Esalq, Alckmin plantou uma árvore no campus da universidade em homenagem a Mário Covas e seguiu de helicóptero para São Paulo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.