Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

5.ª Turma do STJ nega trancamento de ação contra Cláudia Cruz

Ministros discordam da defesa da mulher de Eduardo Cunha que havia pedido recurso por considerar ilícitas provas colhidas na Suíça

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2017 | 15h49

BRASÍLIA - Por unanimidade, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira, 16, negar um pedido da jornalista Cláudia Cruz, mulher do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que pedia o trancamento de uma ação penal que tramita na 13.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

Cláudia é ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas no âmbito da Operação Lava Jato. O caso gira em torno de desvios que envolvem a compra pela Petrobrás de um campo de exploração no Benin, na África. A defesa da jornalista alegava que as provas colhidas na Suíça seriam ilegais, uma vez que não haveria previsão legal para a transferência de processos e investigações entre os dois países.

Os ministros da Quinta Turma do STJ, no entanto, discordaram e consideraram lícitas as provas encaminhadas ao Brasil a partir de uma investigação aberta na Suíça. Para o relator do processo, ministro Felix Fischer, há fortes indícios de que os valores depositados na conta de Cláudia são provenientes de crimes cometidos pelo marido. O recurso da defesa de Cláudia foi apresentado no STJ após ela ter negado o habeas corpus impetrado no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4).

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