4 mil sem-terra iniciam marcha de 48 quilômetros em Alagoas

Cerca de 4 mil sem-terra, ligados a quatro movimento sociais - MST, CPT, MTL e MLST - iniciaram hoje pela manhã uma marcha até a cidade de Atalaia, a 48 quilômetros de Maceió. Eles saíram por volta das 7 da manhã da Praça Sinimbu, no centro de Maceió, onde pernoitaram em frente a sede do Incra, que foi parcialmente ocupada de segunda para terça-feira. Por volta do 10 horas da manhã, já na Avenida Fernandes Lima, eles pararam no pátio do prédio da Companhia Energética de Alagoas (Ceal), onde almoçaram e depois seguiram em marcha para a cidade de Atalaia, considerada pelas lideranças dos sem-terra como a área com maior número de conflitos agrários no Estado. A Marcha Pela Vida - como foi batizada pelos movimentos - faz parte dos protestos simbólicos que começaram ontem em todo o território nacional, em virtude do Dia Internacional de Luta Contra a Violência no Campo. Os sem-terra carregam cartazes lembrando os 19 mortos no Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido há 10 anos no Estado do Pará. Os movimentos sociais contam com o apoio da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT/AL) e de várias entidades sindicais. A pré-candidata ao governo do Estado pelo PT, professora Lenilda Lima, acompanha a marcha. Na programação dos sem-terra, há uma parada no início da noite no prédio do Departamento de Estrada e Rodagem (DER), no bairro do Tabuleiro, na Grande Maceió, onde passarão a noite.O coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), José Carlos Silva, explicou que Atalaia foi escolhida para ser o palco do protesto por ser o município alagoano onde é registrado o maior número de conflitos agrários. "Em Alagoas, o maior número de assassinatos no campo aconteceu em Atalaia", destacou o líder do MST.

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