39% de juízes do trabalho criticam tática de sem-terra

Para 39,2% dos magistrados da Justiça do Trabalho, o MST é "uma importante organização, mas usa métodos condenáveis para atingir suas reivindicações e objetivos". Outros 30,9% de juízes desse ramo do Judiciário acham que o MST é "um movimento mais preocupado com a agitação política do que com o acesso à terra".Os dados fazem parte de pesquisa entre os associados da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, em parceria com o Centro de Estudos de Economia Sindical e do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para avaliar a opinião da toga sobre temas do Poder a que pertencem, sociedade e "fatos relevantes da vida política, social e jurídica". Foram consultados 792 juízes, entre julho e setembro de 2008.São contra o voto obrigatório 70% dos magistrados; 84,4% defendem a necessidade de reforma sindical; 86,3% discordam da contribuição sindical obrigatória; 91,4 % são contra financiamento público às entidades sindicais.Para 70,6%, o Supremo Tribunal Federal deve ser composto só por magistrados de carreira; 61,2% acham que a escolha dos ministros do STF deve ser feita pelo voto dos magistrados de todos os graus de jurisdição.

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