2º debate em SP teve clima mais quente, diz analista

O segundo debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado na noite desta segunda, manteve o PT e o PSDB como principais alvos de críticas dos outros candidatos, avaliou o analista político Sidney Kuntz. A grande diferença para o debate realizado há um mês, opinou, foi o clima mais quente e a troca de acusações entre alguns dos participantes. "Os candidatos saíram um pouco da cartilha do primeiro debate, que foi a apresentação deles ao público", afirmou.

GUILHERME WALTENBERG, Agência Estado

04 de setembro de 2012 | 19h17

Para Kuntz, o candidato do PT, Fernando Haddad, saiu-se bem das críticas feitas durante o debate promovido pela RedeTV e o jornal Folha de S. Paulo, ao ressaltar sua experiência como ministro no governo federal e como um dos quadros da administração de Marta Suplicy (2001-2004). "Além de citar sempre seus principais cabos eleitorais", afirmou, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e a ex-prefeita Marta Suplicy. "Ele saiu-se bem, não dá para dizer que foi apenas uma vítima dos ataques pois reagiu."

No caso do candidato do PSDB, José Serra, Kuntz afirma que ele foi pouco claro na sua autodefesa. "Não dava pra saber se ele estava defendendo o governo municipal ou o estadual. Daí ele partiu pro ataque", disse. Kuntz disse ainda que Serra perdeu a chance de promover um embate com o candidato do PRB, Celso Russomanno, líder das pesquisas. "Ele é o verdadeiro adversário de Serra. Era a chance dele de comparar currículos e ele perdeu (a chance)", comentou.

Kuntz elogiou a eloquência de Gabriel Chalita (PMDB), especialmente ao falar sobre educação e as escolas de tempo integral, que teriam sido criadas quando era secretário estadual da Educação. "Aí o Serra chamou ele de mentiroso e ele rebateu usando a arma que todo mundo usa contra o Serra, que é de ele não ter cumprido o mandato", comentou. "Saiu-se bem, ficou ruim para o Serra."

Russomanno, na opinião de Kuntz, não mostrou eloquência. "Estava completamente descaracterizado, não parecia aquela pessoa incisiva que a gente conhece", analisou. Kuntz avaliou que a candidata Soninha Francine (PPS) mudou o discurso ao longo do debate e esqueceu de mostrar propostas. "A Soninha começou com um tom agressivo e depois entrou na onda de elogiar coisas positivas de outros candidatos", apontou. Mas elogiou sua habilidade de falar para as câmeras.

Na opinião de Kuntz, Paulinho da Força (PDT) ficou apagado no debate. Ele criticou também o estilo "metralhadora" dos candidatos Carlos Giannazi (PSOL) e Levi Fidelix (PRTB). "Os nanicos atiram de canhão para derrubar passarinho e apresentam propostas inexequíveis, o que é ruim para o debate político de uma cidade da importância de São Paulo", opinou.

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