15 casos novos de dengue no carnaval do Rio

Quinze novos casos de dengue foram oficialmente constatados no Estado durante o carnaval, informou o superintendente Estadual de Saúde do Rio, Oscar Berro. A contagem foi feita até o início da tarde desta terça-feira.Segundo Berro, algumas pessoas infectadas já foram liberadas, mas outras permanecem internadas, em um dos oito postos de saúde abertos 24 horas para atender a população.ExamesO número de doentes pode ser maior, porque muitos exames de pacientes com suspeita da doença ainda estão sendo feitos e processados. ?Recebemos cerca de 3.500 amostras de sangue para analisar, desde a última sexta-feira. Estamos realizando esses exames e, na quinta-feira, liberaremos um boletim completo?, explicou Berro.O superintendente de Saúde disse não poder afirmar se a advogada Flávia Maria Salazar Guerra, de 32 anos, morreu mesmo de dengue hemorrágica, na madrugada de sexta-feira. No atestado de óbito, consta como causa mortis ?dengue hemorrágica e choque séptico?.Números não batemAté o momento, o número oficial de casos de dengue no Rio de Janeiro é de 7.229. Estado e município, no entanto, divergem na quantidade de mortos, seis e sete, respectivamente, excluído o caso de Flávia. Como os números estão defasados e divergentes, tanto governo estadual quanto municipal prometeram divulgar listagem atualizada após o carnaval.Berro disse que as medidas para combater a epidemia não estão sendo eficazes porque falta ?consciência? à população. ?Nós mesmos estamos criando a dengue?, declarou. ?Infelizmente nem todos estão conscientes. E, aí, não tem como conter o avanço da doença.?EngajamentoPara Berro, a população ainda não está completamente engajada na campanha de prevenção, já que vem se descuidando e propiciando locais para o mosquito se desenvolver. De acordo com ele, ao caminhar pela cidade é possível notar vários pontos de acúmulo de água parada (onde a fêmea do mosquito coloca seus ovos, e as larvas crescem, até se transformarem em insetos adultos).São vasos de plantas, pneus velhos, latas e garrafas retendo água parada. Em seqüência da disputa política entre o Estado, governado por Anthony Garotinho (PSB), e o município, administrado por Cesar Maia (PFL), o secretário municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, que é deputado federal (licenciado do mandato) pelo PSDB, discordou de Berro.ElogiosEle elogiou a atuação da população na adoção de medidas preventivas. ?Já visitei vários locais de risco, e o povo entendeu que precisa ser nosso parceiro?, afirmou Coelho. ?Só encontro locais propícios para o desenvolvimento do mosquito em terrenos ou casas abandonados.?O combate à dengue continuou nesta terça, com 35 automóveis do tipo fumacê borrifando inseticida, além de 1.250 homens, circulando pelas ruas da cidade.

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