Ed Ferreira/Estadão
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Líder do governo questiona Janot por investigações excluírem campanha de Aécio

Senador José Pimentel citou o fato de a UTC, uma das empresas investigadas, ter doado R$ 7,5 milhões para a campanha de Dilma e outros R$ 8,7 milhões para a do senador tucano

Ricardo Brito, Beatriz Bulla e Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2015 | 15h25

Brasília - O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), questionou o procurador-geral da República por não haver investigações da Operação Lava Jato envolvendo a campanha do tucano Aécio Neves, senador mineiro derrotado pela presidente Dilma Rousseff em outubro. Janot é sabatinado nest na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Pimentel citou o fato de a UTC, uma das empresas investigadas, ter doado R$ 7,5 milhões para a campanha de Dilma e outros R$ 8,7 milhões para a de Aécio. Ele disse que a ação do PSDB que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode levar à cassação do mandato da presidente e de seu vice, Michel Temer, se embasa em delação premiada feita pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa.

"É possível uma empresa ter uma conta suja para financiar determinado candidato e ao mesmo tempo ter uma conta limpa para financiar outro candidato?", questionou Pimentel. "É possível fazer esta investigação e esta separação?", completou. Presente à CCJ, Aécio Neves rebateu Pimentel antes da resposta de Janot. Ele disse que as doações da UTC ocorreram assim como de outras empresas. E destacou que não houve nenhuma contrapartida para a empresa a partir das doações.

O procurador-geral esquivou-se de responder amparado no segredo de Justiça da delação premiada de Ricardo Pessoa. "Quanto a eventual colaboração do senhor Ricardo Pessoa, eu, por força de lei, não posso sequer reconhecer a existência dela porque está sob sigilo", afirmou. "Eu não posso a ela me referir", completou

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