Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Governadores do PSDB esfriam movimentação pelo impeachment

Cinco dos seis governadores tucanos se reuniram nesta terça-feira, 22, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e afinaram o discurso contra a proposta

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2015 | 19h03

São Paulo - No momento em que a bancada do PSDB na Câmara dos Deputados lidera um movimento pluripartidário pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e pressiona o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a colocar o pedido em pauta, cinco dos seis governadores tucanos se reuniram nesta terça-feira, 22, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e afinaram o discurso contra a proposta.

"A gente não pode brincar com a democracia e a Constituição. É preciso  ter muito cuidado", afirmou o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em entrevista depois do encontro.

Virtual pré-candidato do PSDB à Presidência em 2018, vaga que  também é pleiteada pelo senador Aécio Neves, presidente da sigla, Alckmin voltou a se posicionar na contramão da bancada do PSDB. "Impeachment é um instrumento que se usa quando você prova que houve rompimento constitucional. Nem começou a investigação do BNDES e Fundos de Pensão (na Câmara). A prioridade deve ser investigar e depois cumprir a Constituição", disse o governador paulista.

Alckmin  afirmou, ainda, que não viu a última petição do impeachment, que foi assinada pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr, mas pontificou que os tucanos do parlamento "estão cumprindo seu papel".

Os tucanos falaram com os jornalistas na saída do Congresso Brasil Competitivo, evento organizado pelo empresário Jorge Gerdau que ocorreu depois do encontro na sede do governo paulista, que foi reservado e aconteceu na ala residencial do Palácio dos  Bandeirantes.

"É preciso de um fato jurídico concreto. A Constituição determina que se trata de uma questão política, mas que precisa estar baseada em fatos concretos. O que temos que fazer hoje é aguardar a decisão do TCU", acrescentou o governador paranaense, Beto Richa.

O governador tucano do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, foi na mesma linha. "Mesmo sendo do PSDB, acho que não é o momento de discutir isso. Não há fato determinante para isso. O TCU ainda não julgou a questão das pedaladas fiscais e o RSE ainda julgou as questões eleitorais. Qual é o motivo? A baixa popularidade da presidente? a gente precisa ter cautela".

Filiado recentemente ao partido, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, que é oriundo do Ministério do Público e era filiado ao PDT, foi o único que destoou do discurso. "Não cabe a mim ser à favor ou contra, mas não acho que seja golpe".

Apenas o governador do Pará, Simão Jatene, não compareceu ao encontro, que durou cerca de duas horas. Beto Richa, do Paraná, Marconi Perillo, de Goiás, Pedro Taques, de Mato Grosso e Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul, além de Alckmin,  foram juntos ao Congresso Brasil Competitivo.

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