Zona leste é a vedete dos candidatos no 1º mês de campanha

Sem economizar nas promessas, eles falam em reduzir impostos e melhorar transporte para recuperar a região

O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2012 | 03h03

No primeiro mês da disputa pela Prefeitura de São Paulo, os principais candidatos fizeram dezenas de promessas para solucionar problemas da capital, como reduzir impostos para empresas se instalarem na zona leste, estabelecer uma tarifa mensal que permita o uso ilimitado do Bilhete Único, construir ciclovias e operar as unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs) 24 horas por dia.

A vedete da campanha, até o momento, tem sido levar empresas para a região da Avenida Jacu Pêssego, com o objetivo de reduzir o deslocamento diário de pessoas entre o extremo leste - onde há muita moradia, mas pouco emprego - e o centro expandido.

Celso Russomanno (PRB), Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB) sustentam a proposta em eventos de campanha. José Serra também, com ênfase na construção de um polo tecnológico na região de Itaquera. A proposta dos candidatos não é inédita: a Prefeitura concede incentivos tributários a empresas que se instalem em Itaquera desde 2004, sem que o panorama do bairro tenha se transformado.

A maioria também concorda em investir nos deslocamentos de bicicleta. Serra e Chalita prometem ampliar a malha de ciclovias para 400 quilômetros. Haddad quer integrar o empréstimo de bicicletas ao Bilhete Único.

Essa não é a única mudança sugerida no Bilhete Único, criado na gestão Marta Suplicy (PT). Haddad também prometeu estabelecer uma tarifa mensal fixa de cerca de R$ 150 que permitiria realizar viagens ilimitadas de ônibus pela capital. Para isso, Haddad teria de combinar o modelo com o governo do Estado, que administra o sistema de trens e o metrô, mas integrantes da campanha de Serra foram unânimes em definir a proposta como "retrocesso", por contemplar apenas o sistema de ônibus.

Munidos de pesquisas que apontam a saúde como área mais sensível ao paulistano, os candidatos também apresentaram propostas para o setor. Chalita propõe que cada bairro tenha ao menos um equipamento de saúde e que as AMAs funcionem 24 horas por dia - proposta também defendida por Serra. Haddad promete construir três hospitais e Russomanno, aumentar o salário dos médicos para melhorar o atendimento.

Ontem, na Praça da República, Haddad prometeu construir 55 mil moradias populares e beneficiar 70 mil famílias com a urbanização de favelas. Serra fez caminhada na Rua 25 de Março e propôs construir um shopping no Pari para abrigar ambulantes.

Agenda negativa. Nos últimos 20 dias, petistas e tucanos têm se acusado mutuamente de fascistas e nazistas. O bate-boca começou em 19 de julho, quando o coordenador da campanha petista, vereador Antonio Donato, chamou de fascistas quatro membros da juventude do PSDB que se fizeram passar por estudantes de universidades federais para protestar contra Haddad. No dia seguinte, Serra afirmou que a militância do PT na internet se assemelhava às tropas nazistas. Na quarta-feira, o site de Haddad veiculou um vídeo produzido por terceiros que comparava Serra a Adolf Hitler. / BRUNO BOGHOSSIAN, BRUNO LUPION, FELIPE FRAZÃO e RICARDO CHAPOLA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.