Samuel klickSam/ Arquivo Pessoal
Samuel klickSam/ Arquivo Pessoal

Witzel e Paes trocam acusações no segundo turno das eleições no Rio

Candidato do PSC acusa ex-prefeito, que o vinculou a narcotraficante, de 'andar com presidiários', em referência a Cabral e Lula

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2018 | 18h57

A troca de farpas entre os candidatos ao governo do Estado do Rio continuou nesta quarta-feira, 10, dia em que ambos tiveram agenda na Baixada Fluminense. O candidato do PSC, Wilson Witzel, disse que Eduardo Paes (DEM) “anda com presidiários”, referindo ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ambos presos pela Lava Jato.

As declarações de Witzel foram uma resposta à acusação de Paes de que ele tem relações com o advogado Luiz Carlos Azenha, que defendeu o traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e o escondeu num carro para facilitar sua fuga em 2011. Fotos dos dois circulam em redes sociais. Azenha teria sido aluno de Witzel no curso de direito. Paes disse que o advogado foi um coordenador da campanha do oponente. “É ou não é?”, indagou o ex-prefeito da capital.

“Sobre andar com gente que não presta, quem tem que explicar é o Eduardo. Ele tem um passado com dois presidiários, Sérgio Cabral e Lula. Os companheiros dele de partido e que andaram com ele estão presos. Quem tem que dar explicações de vida pregressa envolvendo inquérito de lavagem de dinheiro é ele. Estou discutindo propostas, melhores condições para o Rio”, afirmou Witzel, em agenda de campanha na Baixada Fluminense.

Ele negou que a campanha esteja marcada por ofensas. “Da minha parte não foi ofensa alguma. Sempre fui um juiz equilibrado. Em 17 anos em que eu fui magistrado, as audiências sempre ocorreram com equilíbrio, nunca fui acusado de abuso de autoridade, nunca dei soco em ninguém na rua, nunca dei carteirada”, declarou.

Questionado sobre apoios no âmbito da corrida presidencial, Paes ratificou sua neutralidade, embora tenha elogiado Jair Bolsonaro (PSL). Ele criticou o que considera uma associação direta que Witzel busca junto ao presidenciável. “Eu não trabalho com bengala. Sou candidato pelo que eu fiz, e represento, não me escondo atrás de ninguém. A gente está vendo o que significou a entrada de uma pessoa inexperiente (na prefeitura). Não podemos ter um (Marcelo) Crivella arrogante no governo do Estado”, disse, em alusão a seu sucessor.

“O Witzel fica querendo dar uma de Bolsonaro, mas o Bolsonaro sempre debateu, nunca vi gesto de arrogância ou de impetuosidade. O sujeito fica tentando construir um estereótipo sem justificativa. Não vou apoiar Haddad nem fazer oposição à candidatura do Bolsonaro de forma alguma. Boa parte dos meus aliados votam nele”. 

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