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Waldez Goés é reeleito governador do Amapá; veja resultado das eleições

Com 99,91% das urnas apuradas, o candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT) tem 52,38% dos votos, e superou o segundo colocado, João Alberto Capiberibe, do Partido Socialista Brasileiro (PSB-AP)

O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2018 | 18h50

MACAPÁ - O candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Waldez Góes, foi reeleito governador do Amapá no segundo turno das eleições 2018. Goéz obteve 52,35% dos votos válidos e o segundo colocado,  João Alberto Capiberibe, do Partido Socialista Brasileiro (PSB-AP), teve 47,65% dos votos. Votos brancos somaram 1,56%, nulos 5,64 e houve um total de 22,88% de abstenções.

Waldez é o atual governador do Amapá, e conseguiu a reeleição com 191.741 votos. Além do mandato iniciado em 2015, Waldez já foi governador do estado no período de 2005 a 2002. Durante a campanha, o candidato destacou que pretende continuar o modelo de desenvolvimento baseado no pagamento em dia de salários e elaboração de políticas públicas.


"Recebi um governo com salários atrasados com contas públicas inadimplentes. Vamos retomar a entrega de políticas públicas na saúde, educação e segurança. Manter o pagamento e o 13º salário em dia, realizar concursos públicos e manter obras. Reposicionamos o estado no modelo de desenvolvimento", declarou.

Antônio Waldez Góes da Silva, 56 anos, foi servidor público, filiado ao PDT desde 1989. É um dos principais aliados do peemedebista José Sarney no Amapá. Disputou pela primeira vez um cargo em 1990, sendo o deputado estadual mais votado naquela disputa. Foi reeleito em 1994. Em 2002, na segunda tentativa, foi eleito governador do Amapá.

Após ser reeleito em 2006, deixou o posto para concorrer ao Senado em 2010, e não venceu. Se candidatou em 2014 e foi escolhido pela terceira vez para o governo do Amapá.

Prisão de Waldez Goés

Em 10 de setembro de 2010 foi preso pela Polícia Federal, durante a Operação Mãos Limpas. Ele estava licenciado para concorrer ao Senado. As apurações da Polícia Federal revelaram indícios de um esquema de desvio de recursos da União que eram repassados à Secretaria de Educação do Estado do Amapá, provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Segundo a PF e a Receita Federal, o esquema desviou recursos estimados em mais de R$ 300 milhões.

Na ocasião, os federais prenderam Góes, o governador do Estado na época, Pedro Paulo Dias de Carvalho, a esposa de Waldez, atual deputada estadual Marília Góes, o presidente do TCE, Júlio Miranda e várias pessoas, incluindo secretários do governo do Estado, servidores e empresários. Goés foi libertado da carceragem da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília em 20 de setembro. 

Em 2017 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou a última ação penal contra o governador do Amapá. A Corte Especial entendeu que não havia provas suficientes que comprovassem os crimes de peculato, o inocentado das acusações.

Votação tranquila

O dia de votação no Amapá foi tranquilo. Uma queda de energia elétrica a menos de 20 minutos do encerramento da votação em Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, causou atraso na apuração naquela cidade. A Justiça Eleitoral garantiu que a votação não foi prejudicada porque as urnas têm baterias que duram até doze horas. As urnas estão sendo levadas para o cartório eleitoral do município e a coordenação está tentando conseguir o auxílio de um gerador para iniciar a apuração dos votos.

 

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