'Vou colocá-lo na Prefeitura', afirma religioso

Na saída do culto, na noite de quinta-feira, a reportagem do Estado conversava com um fiel, o analista de sistemas Rubens Santos, de 30 anos, quando o pastor Renato Galdino se aproximou, ao ouvi-lo dizer que ainda não havia decidido seu voto. "E a orientação do pastor não é válida para você?", interrompeu. Um pouco constrangido, o fiel tentou argumentar: "Eu preferia analisar as propostas. Não sei o que esse Russomanno tem a oferecer para a cidade".

O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2012 | 03h05

Galdino seguiu no esforço para convencer o eleitor: "E se eu te disser que o Kassab multou a sua igreja, não vale?", disse, referindo-se à multa de R$ 10 mil aplicada pela gestão de Gilberto Kassab, aliado de José Serra (PSDB) nesta eleição. Ao Estado, Galdino confidenciou: "Nossa guerra agora é tirar os votos do Serra e de outros candidatos e trazê-los para o Celso". Seu pai e líder da igreja, o pastor Marcos Galdino, não esconde a mágoa com antigos aliados. Apoiou Kassab em 2008 e Serra em 2004, "Somos 'amigos'", diz Marcos, desenhando no ar as aspas. "Mas, para estes, só na hora do voto! Depois já não sabemos." Sem falsa modéstia, ele sabe que seu apoio tem tanto peso quanto o corpo robusto. "Eu elegi Kassab e Serra! Agora vou botar o Russomanno na Prefeitura."

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