'Vou apurar todas as denúncias com absoluto rigor', promete Dilma

Candidata do PT reclama de 'vazamento seletivo' de informações da Operação Lava Jato e critica Aécio por mortalidade infantil em Minas

Fausto Macedo, O Estado de S. Paulo

12 de outubro de 2014 | 13h59

A presidente Dilma Rousseff, do PT, candidata à reeleição, declarou neste domingo, 12, que "vai apurar com absoluto rigor cada uma das denúncias feitas" no âmbito da Operação Lava Jato - investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobrás.

No extremo Leste de São Paulo, no bairro de Guaianazes, onde participou de evento com crianças no CEU Jambeiro (Centro Educacional Unificado), Dilma reclamou, uma vez mais, como vem fazendo nos últimos dias, da divulgação do depoimento do ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera, Paulo Roberto Costa - delator da Lava Jato que apontou pelo menos 32 parlamentares supostamente envolvidos em esquema de propinas.

Dilma chamou de "vazamento seletivo" as informações publicadas - o relato de Costa ocorreu na Justiça Federal em Curitiba. Reclamou, também, do momento em que ocorreu a audiência de depoimento de Paulo Roberto Costa, na última quinta feira, 9. A audiência estava marcada desde 19 de setembro e o processo é público - o sigilo cobre apenas os termos da delação premiada que Costa fez e seus depoimentos, neste caso, estão nas mãos do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

"Você faz audiência pública a hora que lhe convém, agora, fazer audiência pública no meio de uma campanha eleitoral, parcial, é que eu acho estranho", afirmou a candidata. "Só acho estranho. Eu estou dizendo que é estranho."

Dilma afirmou que "é a favor de se apurar tudo e se punir todos, seja de que partido for, seja a quem atingir, tá?"

"Agora, eu acho que tem que atingir, tem que apurar, tem que prender e tem que punir com prova, porque isso é princípio também", prosseguiu. "Não adianta só investigar e divulgar. Chega na hora da condenação, absolve. Isso também não adianta no Brasil. Ou pune ou nós não acabamos com a corrupção."

Dilma disse que para punir tem que ter prova. "Ninguém pode punir no Brasil, nem a você, nem a ele, sem prova. Isso é uma garantia constitucional. Eu quero dizer que eu vou apurar com absoluto rigor cada uma das denúncias feitas, pode ter certeza."

A candidata do PT fez críticas, ainda, ao oponente na disputa presidencial, Aécio Neves, do PSDB. Ao falar dos índices de mortalidade infantil, ela afirmou que Minas, durante o governo do tucano, foi o Estado que apresentou um dos desempenhos mais baixos no combate à mortalidade infantil.

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