Vice-governador de SP não comenta parecer contrário a acúmulo de cargos

Afif lembra manifestação favorável de órgão federal para sustentar legalidade em continuar no governo paulista e comandar ministério

O Estado de S.Paulo

07 Junho 2013 | 02h03

Procurado ontem pela reportagem do Estado, o vice-governador de São Paulo e ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos (PSD), afirmou, por meio de sua assessoria, que não comentaria a manifestação do Ministério Público.

Afif vem reiteradamente recorrendo ao parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) favorável à acumulação de cargos para justificar a sua permanência como vice-governador.

"Eu posso ser vice e ponto", chegou a dizer quando entregou o parecer da AGU à Comissão de Ética da Presidência. "O vice é uma expectativa de cargo, não é um cargo. Tanto é que ele pode assumir outras funções como vice-governador. Eu mesmo já tinha assumido a função de secretário de Estado."

Ontem, ele criticou a Comissão Geral de Ética do Estado de São Paulo, que se manifestou pela "impossibilidade" e pela "inconveniência" da acumulação dos dois postos.

Além de afirmar que a comissão "não tem competência" para julgá-lo, declarou não ter sido eleito "para a conveniência de uns poucos".

O principal aliado de Afif, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), afirmou, antes que a manifestação do Ministério Público fosse publicada, que a questão que envolve o vice "é muito mais política do que jurídica e moral".

"Não tem nada que o desabone no campo moral, nada que o desabone no campo ético, nada que mostre alguma ilegalidade. A questão é política. E nessa questão específica todas as pessoas vão perceber que nem a questão política deve prevalecer", declarou Kassab.

O ex-prefeito disse que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) "sabe que poderá contar com ele (Afif) nas eventuais ausências" porque o vice "sabe da lealdade que tem com o povo de São Paulo, e terá até o último minuto". "É uma pessoa muito correta. Nos momentos em que tiver que assumir como governador interino, terá um comportamento à altura da sua vida, uma vida aberta e sempre sintonizada com os trabalhos do governo do Estado."

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