Vice de Serra assume papel de atacar Haddad

Schneider estreia na campanha com críticas ao petista; tucano evita mencionar adversário

BRUNO BOGHOSSIAN, ESTADÃO.COM.BR, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2012 | 03h05

Candidato a vice-prefeito na chapa de José Serra (PSDB), Alexandre Schneider (PSD) assumiu a linha de frente nas críticas às gestões do PT na área da educação e atacou a condução de programas pelo petista Fernando Haddad (PT), ex-ministro e adversário de sua coligação na eleição deste ano.

Em seu primeiro pronunciamento, Schneider - que foi secretário municipal de Educação na gestão de Gilberto Kassab (PSD) - citou nominalmente Haddad ao criticar a gestão petista no governo federal. Serra tem evitado mencionar o nome do rival.

O ex-secretário afirma que o Ministério da Educação falhou em sua tentativa de ampliar o acesso a creches no País e que não destinou recursos a São Paulo. O PT alega que Schneider não desenvolveu projetos que pudessem receber os investimentos.

"É uma alegação mentirosa. Fui pessoalmente ao ministério e enviei uma lista de terrenos onde gostaríamos de construir creches", rebateu o candidato.

Sob a batuta de Serra, que cochichava dados a seu ouvido, Schneider disse que pretende comparar a administração "Serra-Kassab" com as gestões do PT (Luiza Erundina e Marta Suplicy) e do "malufismo" (Paulo Maluf e Celso Pitta).

"Não há nada novo nessa eleição", disse, em referência ao slogan petista, que apresenta Haddad como "o novo". "São os mesmos grupos que estão disputando a eleição, então é hora de compararmos o que cada um fez."

Que crise? Para justificar a escolha de seu vice - indicado pelo PSD de Gilberto Kassab sob protesto de parte do PSDB - Serra o apresentou sob o aspecto da renovação, em mais uma resposta ao mote da campanha petista. "O Alexandre Schneider representa a renovação na política. Ao mesmo tempo, tem muita experiência: já trabalhou na área da segurança, de transportes, e, sobretudo, foi um grande secretário de Educação de São Paulo."

Serra e Schneider negaram que o PSDB mantenha resistências à chapa. "Eu tenho uma história política que tem o DNA do PSDB", afirmou Schneider, que deixou o partido em 2011 para se filiar ao PSD.

Schneider disse que teve uma conversa "muito cordial" sobre sua indicação com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que havia tentado evitar que Kassab emplacasse um aliado na vaga.

Mais cedo, o governador foi breve nos elogios ao vice indicado pelo prefeito. "A escolha é sempre do candidato. O Alexandre Schneider é um bom nome. Agora, é fazer campanha", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.