Gabriela Biló|Estadão
Gabriela Biló|Estadão

Vice de Russomanno critica 'política rasteira' dessas eleições

Em entrevista à TV Estadão, Marlene Machado minimizou ataques direcionados a seu companheiro de chapa e afirmou que o que vai levar a candidatura ao 2º turno são as propostas

Elizabeth Lopes e Tonia Machado, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2016 | 13h31

A candidata a vice em São Paulo na chapa de Celso Russomanno (PRB), Marlene Machado (PTB) criticou nesta quinta-feria, 29, em sabatina no Grupo Estado, o que classificou de "política rasteira" dos adversários na corrida à Prefeitura da capital. Na avaliação dela, sua chapa é a mais preparada para comandar uma cidade "tão grandiosa e importante" como São Paulo. "O Celso é um bom gestor, uma pessoa humana, temos de fazer uma política séria e verdadeira, eu vou às ruas, converso com as pessoas e elas não aceitam mais essa política que está aí", disse a candidata.

Marlene disse ser nova na política- ela nunca ocupou nenhum cargo público - mas avalia, com base no corpo a corpo feito com o eleitorado durante a campanha, que "essa política rasteira é muito ruim" e que a população não quer ataques, mas sim propostas. "O candidato tem que levar propostas ao eleitorado, tem que falar da cidade e da desigualdade social, mas existe ainda essas rasteiras."

Marlene não quis entrar na polêmica das críticas dos adversários, dizendo que as propostas são o ponto chave de uma campanha. "Temos de trabalhar para os menos favorecidos, temos de ter propostas, é um momento de colocarmos nossas propostas, vamos para o segundo turno, independentemente das pesquisas."

Segundo ela, a sua presença na chapa ajudou a dar serenidade aos ânimos internos, principalmente com o acirramento dos ataques dos adversários e a queda nas pesquisas. "Converso muito com o Celso e disse que isso faz parte da política, que ele é do bem, mesmo com a tentativa de desconstrução dos adversários, vamos focar no que é melhor, que são nossas propostas. Nós mulheres temos esse papel importante de conciliar."

Em entrevista à TV Estadão, na série com os candidatos a vice que disputam a Prefeitura da capital, Marlene disse que as oscilações nas últimas pesquisas de intenção de voto são naturais, pois Russomanno liderava com folga a corrida, no início da campanha eleitoral, e nesta reta final aparece em segundo lugar, com tendência de queda e ameaçado pelas candidaturas de Marta Suplicy (PMDB) e Fernando Haddad (PT). Ela disse, contudo, que sua coligação teve pouco tempo no horário eleitoral gratuito. "Tempo de TV é fundamental e temos tempo bem reduzido na TV, mesmo assim e com poucos recursos, creio no trabalho que estamos realizando e não tenho dúvidas de que estaremos no segundo turno."

Marlene disse ainda que a política rasteira não deverá dificultar as eventuais alianças que sua coligação fará num possível segundo turno dessas eleições. E reiterou que o principal é focar nas propostas. "O Celso é experiente e queremos trabalhar pela cidade de São Paulo", disse, argumentando que pretende uma campanha com mais propostas e menos ataques e promessas falsas. "O eleitor quer saber de fato o que o candidato fará pela cidade, propostas concretas, pois resolver todos os problemas não tem como, ainda mais em uma cidade abandonada como São Paulo."

Na avaliação de Marlene, que é presidente nacional do PTB Mulher, as mulheres precisa ter um papel de maior destaque na política e não acredita que o impeachment da primeira presidente da República eleita no Brasil, Dilma Rousseff, não atrapalhará a inserção de mais mulheres nesta seara.

Marlene disse que a primeira medida que a cidade precisa é na área da saúde. "Vamos informatizar todo o sistema", destacou.

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