Vice de Major Olimpio diz que apoio de correligionários a Doria 'é bem chato'

Candidato tucano foi apoiado por integrantes do Sindicato dos Metalúrgicos, do qual David Martins é vice-presidente, e do Solidariedade

Elizabeth Lopes e Tonia Machado, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2016 | 13h52

O candidato a vice-prefeito na chapa de Major Olimpio (Solidariedade), David Martins, classificou de "bem chato" o apoio dado nesta terça-feira, 27 por integrantes de seu partido e do Sindicato dos Metalúrgicos, do qual é vice-presidente, ao tucano João Doria, na reta final do primeiro turno da corrida à Prefeitura de São Paulo. Em sabatina realizada na manhã desta terça, na sede do Estado, David foi questionado sobre o evento do candidato do PSDB com sindicalistas da Força Sindical, no qual um correligionário chegou a dizer que parte do Solidariedade está com Doria para levá-lo ao segundo turno dessa disputa. "Realmente é bem chato isso, a gente precisa construir uma candidatura para ganhar a eleição, mas geralmente na política acontece."

Sem esconder a irritação com o fato ocorrido nesta manhã, David argumentou que o sindicato dos metalúrgicos é plural e, por essa razão, sempre organiza eventos para ouvir candidatos de diferentes siglas que disputam uma eleição. Contudo, admitiu que as manifestações de apoio ao tucano nesta manhã são um indicativo de que alguns de seus correligionários podem "simpatizar com Doria". Indagado se a estratégia de sua campanha tinha cometido algum erro, o vice de Major Olimpio argumentou que "há diretores que seguem outro caminho". E exemplificou dizendo que há diretores (do sindicato e ligados ao próprio Solidariedade) que se posicionaram contra o impeachment de Dilma Rousseff, enquanto o partido foi um dos que ajudaram a deflagrar o processo que culminou com a saída de Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República. 

Apesar deste cenário, David, que  também é presidente estadual do Solidariedade em São Paulo, disse estar confiante de que a sua chapa possa disputar o segundo turno dessas eleições. De acordo com as mais recentes pesquisas Ibope e Datafolha, Major Olimpio aparece com cerca de 1% das intenções de voto. "Acreditamos até o último momento que é possível reverter, pois de cada quatro eleitores da cidade de São Paulo, três não sabem ainda em quem vão votar, é muita indecisão, as pessoas não escolheram ainda o seu candidato e acreditamos que com base em nossas propostas, seremos a esperança para o paulistano. Eu e o major somos ficha limpa, não temos envolvimento em corrupção, isso pode ser o divisor."

Emprego. Na avaliação do candidato, o desemprego é um dos maiores problemas a serem enfrentados na cidade."Cerca de 17% dos trabalhadores ativos estão desempregados na cidade de São Paulo, o principal mote é a geração de emprego, vamos fazer um trabalho muito forte, criando oportunidades para o pequeno comércio e pequenos investidores nas periferias da cidade, criando parques industriais em torno dos rodoaneis", disse. Segundo ele, outra área que precisa ser encarada com prioridade é a da saúde. "A questão da saúde está um caos em São Paulo."

O vice de Major Olimpio reiterou, ainda, que sua chapa é contra a atual velocidade nas Marginais. "Não há condições de andar na atual velocidade". Indagado sobre a redução dos acidentes, com as novas velocidades, ele destacou que é preciso investir em educação do trânsito. "São Paulo virou uma fábrica de multas."

O candidato a vice na chapa do Solidariedade falou também sobre a reforma trabalhista em discussão no governo Michel Temer e disse que como sindicalista e trabalhador vai lutar para que não sejam suprimidos nenhum direito conquistado até agora. "Tudo que for direito do trabalhador vamos defender e combater, caso haja a retirada de alguns deles."

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