Daniel Teixeira/AE
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Vice de Chalita afirma que SP vive um 'caos na saúde'

Marianne Pinotti disse que assumirá secretaria municipal da Saúde, caso o candidato do PMDB seja eleito

Guilherme Waltenberg, de O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2012 | 17h29

Candidata a vice na chapa de Gabriel Chalita, a médica Marianne Pinotti, do PMDB, afirmou que a saúde de São Paulo vive um "caos na gestão", necessitando urgentemente ser reorganizada. Mesmo no cargo de vice, ela disse pensar em assumir a secretaria municipal da Saúde em um eventual governo Chalita e pregou, como "primeira ação", um choque na administração. "Faltam hospitais, leitos, mas o pior problema é na gestão. Falta comunicação, os pacientes se perdem nas redes de saúde em São Paulo."

Marianne defendeu, na série Entrevistas Estadão, melhorar o trabalho de prevenção na rede de saúde pública. Ela citou a gravidez precoce como exemplo de um problema que pode ser combatido "levando informação aos adolescentes". Ela também afirmou ter como bandeira pessoal a ampliação do atendimento à mulher: "Sou ginecologista e mastologista", ressaltou.

Questionada sobre sua posição em relação ao aborto, cravou: "Qualquer cidadão em sã consciência é contra o aborto. Existe uma legislação no aborto, (mudar ela) é uma missão do legislativo, dos nossos deputados".

 

Filha do ex-deputado e médico José Aristodemo Pinotti, Marianne disse ter em seu pai sua principal inspiração política. Ela já concorreu ao cargo vice-governadora do Estado na chapa de Paulo Skaf, então no PSB, em 2010. No mesmo ano, exerceu o posto de secretária municipal da Saúde em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Nestas eleições, disse estar confiante na sua ida ao segundo turno, apesar de Chalita estar em quarto lugar na disputa, com 7% das intenções de votos. "Muita gente ainda não se ligou nas eleições", disse.

Marianne fez coro à fala do candidato, dizendo que "ele é o único capaz de unir governo estadual e federal" na cidade, mesmo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao lado do candidato tucano, José Serra, e a presidente Dilma Rousseff com o petista Fernando Haddad. "O importante é a população ver que quem governa não é o padrinho, é o prefeito. O candidato nem sempre estará apoiado pelo padrinho", comentou.

No combate às drogas, a médica pregou um esforço combinado entre as secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social. "Será uma guerra para resolver", afirmou. Marianne considerou ruim a ação da Prefeitura e do Estado dispersando os dependentes químicos na região da cracolândia, centro de São Paulo. "Tem que passar os dependentes por uma internação longa, reinserção na sociedade e até no mercado de trabalho. Precisamos de um forte esforço de prevenção. Estamos perdendo nossos jovens para as drogas."

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