André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Vice da Câmara, Fábio Ramalho anuncia candidatura à presidência da Casa em 2019

O deputado ressaltou que sua candidatura será avulsa e contou que já começou a procurar deputados para pedir apoio, inclusive quem foi eleito neste ano

Camila Turtelli e Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2018 | 16h55

BRASÍLIA - O vice-presidente da Câmara dos DeputadosFábio Ramalho (MDB-MG) anunciou nesta quarta-feira, 17, que será candidato à Presidência da Casa no ano que vem. Ele levará aos seus pares o discurso de que irá defender "com coragem" a Câmara enquanto instituição. O deputado ressaltou que sua candidatura será avulsa e contou que já começou a procurar deputados para pedir apoio, inclusive quem foi eleito neste ano.

Em sua edição de hoje, o Estado mostrou que o general Roberto Sebastião Peternelli Júnior (PSL), coordenador das candidaturas de militares das Forças Armadas e deputado eleito por São Paulo, afirmou que os partidos com as maiores bancadas na Câmara em janeiro – o PSL – e no Senado – o MDB – devem presidir as respectivas Casas. Ele defendeu a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a presidência da Câmara. Filho do presidenciável Jair Bolsonaro, Eduardo foi reeleito com 1,8 milhão de votos.

Fábio Ramalho disse ainda que não buscou nenhuma liderança para conversar sobre o tema. "Não estou procurando os líderes para pedir apoio, mas sim os deputados porque quero defender a Câmara. Aqui não vai ser puxadinho de ninguém", afirmou. Ramalho espera enfrentar outros nove candidatos ao comando da Casa e garantiu que não irá negociar cargos em troca da desistência na disputa.

Além de Eduardo Bolsonaro, um dos seus prováveis concorrentes, deverá ser o recém-eleito Kim Kataguiri (DEM-SP). Como apurou o Broadcast, o futuro parlamentar tem telefonado para os parlamentares da próxima legislatura para pedir apoio para sua candidatura. Ele tem marcado conversas individuais na tentativa de viabilizar seu nome, que enfrenta desconfiança por causa de sua pouca idade e falta de experiência no Legislativo. 

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