Viana enfrenta tucano e tenta se manter no poder

Grupo político do petista está à frente do governo do Acre há 12 anos

ITAAN ARRUDA, ESPECIAL PARA O ESTADO

25 de outubro de 2014 | 20h57

O Acre acompanhou a toada da campanha em outros Estados: denúncias, atos de violência entre militantes e agressões deram o tom do processo eleitoral. E na última quarta-feira, o Ministério Público Federal apresentou ação penal e ação de improbidade administrativa envolvendo o ex-diretor de Análises Clínicas da Secretaria de Saúde do Acre, Tiago Viana Neves Paiva, sobrinho do governador Tião Viana (PT-AC).

Tião Viana tenta a reeleição e tem como adversário Marcio Bittar, do PSDB.

A fraude em processo licitatório está registrada no valor de R$ 2,6 milhões destinado à contratação de uma clínica de exames médicos. De acordo com a denúncia, essa clínica foi criada para desviar verbas do governo federal destinadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Tanto a ação penal quanto a por improbidade administrativa são consequências de uma operação da Polícia Federal chamada Operação G7, que constatou fraude em licitação envolvendo funcionários públicos e secretários de Estado, além de formação de cartel implicando empresas que prestavam serviços ao governo do Acre.

Tião Viana lidera a coligação Frente Popular do Acre, formada por 14 partidos políticos. Marcio Bittar comanda a coligação Aliança Por um Acre Melhor. São 11 partidos políticos reunidos. O acirramento da disputa nacional entre PT e PSDB também afetou a disputa acriana.

Desgaste. O petista não carrega apenas o peso de quatro anos de gestão. Seu grupo político está à frente do governo estadual há 12 anos - seu irmão, o hoje senador Jorge Viana, foi eleito pela primeira vez em 2002. Eles formam a mais longeva hegemonia do PT em um Estado. 

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