Rodrigo Félix Leal
Rodrigo Félix Leal

Ratinho Junior é eleito governador do Paraná

Com a totalidade das urnas apuradas no Paraná, o candidato do PSD está eleito no primeiro turno, vencendo a atual governadora Cida Borghetti (PP); Oriovisto Guimarães (PODE) e Flávio Arns (Rede) seguem para o Senado

Katna Baran, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2018 | 18h29

CURITIBA - O candidato do PSD, Ratinho Junior, foi eleito neste domingo, 7, governador do Paraná. Com todas as urnas apuradas, ele teve 59,99% dos votos. A atual governadora e candidata à reeleição Cida Borghetti (PP) ficou em segundo lugar, com 15,53% dos votos. Em terceiro lugar, com 13,19%, ficou o deputado federal João Arruda (MDB). Seguido de Dr. Rosinha (PT), 8,66%; Professor Piva (PSOL), 1,09%; Professor Jorge Bernardi, 1%;. Geonisio Marinho (PRTB), Professor Ivan Bernardo (PSTU), Priscila Ebara (PCO) tiveram entre 0,34% e 0,08% dos votos.

Ogier Buchi (PSL) teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) e não teve os votos computados. Os votos brancos somam 5,54% e os nulos 8,32%.

Assim que anunciado o resultado, em coletiva de imprensa no TRE, Ratinho agradeceu aos apoiadores e declarou que, a partir de 1º de janeiro de 2019, o Paraná inicia uma “nova história”. “Começa a partir de hoje um novo momento do Estado, um momento de união, com uma política moderna, sem raiva, sem perseguição, uma política olhando para o Paraná”, declarou. Ratinho Junior assume o governo para um mandato de quatro anos.

Antes de ser eleito governador, ele foi eleito deputado estadual pela primeira vez aos 21 anos, em 2002. Depois, exerceu o cargo de deputado federal por três mandatos. Em 2012, ele se candidatou à prefeitura de Curitiba, mas saiu derrotado no segundo turno para Gustavo Fruet (PDT). Em 2013, ele assumiu a cadeira de Secretário de Desenvolvimento Urbano na gestão de Beto Richa (PSDB). No ano seguinte, Ratinho elegeu-se o deputado estadual mais votado da história do Paraná até então, com 300 mil votos. Durante o mandato, no entanto, ele reassumiu a cadeira na Secretaria do governo tucano.

Retomou o cargo na Assembleia Legislativa só em setembro de 2017. O caminho para o governo do Estado foi facilitado com a desistência de Osmar Dias (PDT) de concorrer ao cargo.

Com 11,08 milhões de habitantes, segundo o Censo, o Paraná é o quinto maior Estado do País em população. Com atividades diversificadas, há no Estado destaque para o agronegócio, que representa 15% do PIB do Estado. Em 2013, o Estado possuía o quinto maior PIB do Brasil.

Senado

Com 99% das urnas apuradas, Professor Oriovisto Guimarães (Pode), com 29,17% dos votos, e Flávio Arns (Rede), com 23,00%, foram eleitos para o Senado no Paraná, desbancando dois ex-governadores do Estado. Eles terão oito anos de mandato a partir do ano que vem. O candidato à reeleição e ex-governador Roberto Requião (MDB), que aparecia em primeiro nas pesquisas eleitorais, acabou em terceiro lugar, com 15,08% dos votos. O deputado federal Alex Canziani teve 12,87% dos votos. O ex-governador Beto Richa (PSDB), que ficou preso por quatro dias durante a campanha, ficou apenas com o sexto lugar, com 3,73% dos votos.

Apesar de ter participado de movimentos estudantis quando jovem, é a primeira vez que o empresário Oriovisto Guimarães se candidatou a um cargo eletivo. Em 1972, ele foi um dos fundadores do Curso Positivo, que fez história entre os cursinhos pré-vestibulares de Curitiba. Atualmente, o empreendimento possui vários ramos, com gráfica, editora de materiais didáticos, universidade e fabricante de celulares e equipamentos de informática. É ex-presidente do Grupo Positivo e ex-reitor da Universidade Positivo.

Flavio Arns já foi senador pelo Paraná, entre 2003 e 2011, enquanto era filiado ao PT. Depois, chegou a fazer parte do quadro do PSDB, quando foi eleito vice-governador da primeira gestão de Beto Richa, em 2010. Já foi deputado federal e secretário de Estado. Atualmente não exercia mandato. Sobrinho de Zilda Arns, ele é conhecido no Estado por sua militância em torno dos direitos das pessoas com deficiência. Durante o pleito de 2018, filiado à Rede, se colocou como terceira via principalmente em relação aos ex-governadores Richa e Requião.

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