Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Veja o que se sabe até agora sobre o atentado a Jair Bolsonaro

Candidato tem estado de saúde grave, mas estável; agressor está preso

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2018 | 12h39

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) está no Hospital Israelista Albert Einstein, em São Paulo, onde ficará internado após o atentado desta quinta-feira, 6, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Abaixo, o Estado elenca os principais pontos do caso. 

Como foi o ataque? 

O candidato fazia ato de campanha no centro da cidade mineira. Em suas atividades públicas, Bolsonaro costuma usar colete à prova de balas. Nessa ocasião, ele não usava o equipamento por conta do calor. Ele estava sendo carregado por apoiadores quando foi atacado na altura do abdome com uma facada.

Quem é o agressor?  

Adelio Bispo de Oliveira é o nome do suspeito de ter agredido o presidenciável. Ele é servente de pedreiro e, em suas redes sociais, publicava mensagens de ódio contra o deputado nos últimos mesesUma delas pedia “pena de morte” a Jair Bolsonaro, chamado de “traidor”, de “judas” e constantemente criticado nas publicações.

Em depoimento, Adelio disse agir por contra própria e "em nome de Deus". Ele será indiciado com base na Lei de Segurança Nacional, de acordo com a Polícia Federal. 

Além dele, outras duas pessoas são consideradas suspeitas, segundo o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Nesta manhã, uma delas foi liberada pela PF da sede em Juiz de Fora. 

Como está a saúde do candidato? 

Bolsonaro foi transferido na manhã de sexta-feira, 7, da Santa Casa da Misericórdia de Juiz de Fora (MG) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Houve três perfurações no intestino delgado e também lesões no intestino grosso. O candidato recebeu quatro bolsas de sangue. O estado de saúde dele é considerado grave, mas estável

O boletim divulgado no início desta tarde indica que Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele realizou exames laboratoriais e de imagens e foi avaliado por equipe multiprofissional. O tratamento iniciado em Minas continua. 

Como os adversários políticos reagiram?

Os candidatos à Presidência repudiaram a agressão a Bolsonaro. Vice-líder na última pesquisa Ibope, empatado com Marina Silva, o pedetista Ciro Gomes afirmou que repudia a violência como linguagem política e que se solidariza com o opositor. "(...) exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie."

Qual é o impacto do atentado na campanha?

Ainda é cedo para avaliar como o caso vai influenciar o cenário eleitoral. Segundo análise da colunista do Estado Vera Magalhães, Bolsonaro ficará fisicamente afastado da campanha, mas com ainda mais protagonismo. "Todas as estratégias dos demais postulantes à Presidência, as pesquisas e os prognósticos foram jogados no lixo", escreve Vera. 

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