KELLY FUZARO/BAND
Candidatos à Prefeitura de São Paulo se enfrentaram no primeiro debate; Russomanno e Covas foram alvos KELLY FUZARO/BAND

Veja como foram os principais debates entre candidatos às prefeituras de capitais

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba e Porto Alegre tiveram encontros entre concorrentes na quinta-feira, 1º de outubro

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 12h42

São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS) foram algumas das cidades brasileiras que tiveram a noite de quinta-feira, 1º de outubro, movimentada por debates entre os principais candidatos às prefeituras. Realizados presencialmente nos estúdios da TV Bandeirantes pelo País, nenhum dos encontros teve plateia e foram marcados pelo uso de máscaras e respeito ao distanciamento social, como medidas de prevenção ao novo coronavírus.

Veja, a seguir, como foram os encontros entre os candidatos dessas capitais.

São Paulo

Na capital paulista, o primeiro debate ficou marcado pelos ataques direcionados ao candidato do Republicanos, Celso Russomanno. O líder da última pesquisa do Ibope, publicada pelo Estadão, se associou ao presidente Jair Bolsonaro e se apresentou como o "único candidato que tem amizade com o presidente". Veja nesta matéria as perguntas direcionadas ao candidato, além dos "melhores momentos" do encontro e as propostas apresentadas pelos 11 participantes.

Na análise do cientista político Rafael Cortez, além do ex-repórter televisivo, o debate também teve como foco o atual prefeito da cidade, Bruno Covas (PSDB), que pleiteia a eleição.

Rio de Janeiro

No primeiro debate do Rio, também se destacaram os ataques ao atual prefeito da cidade, Marcelo Crivella (Republicanos), e ao ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), ambos candidatos à reeleição. Crivella rebateu críticas à sua gestão impopular com a ideologização do debate, mencionando temas como “ideologia de gênero” e “kit gay”. Já Paes protagonizou embates com a candidata Martha Rocha, do PDT, mas foi poupado de questionamentos sobre a denúncia na qual tornou-se réu por caixa 2 em 2012.

Belo Horizonte (MG)

O atual prefeito da capital, candidato à reeleição e primeiro colocado nas pesquisas, Alexandre Kalil (PSD), faltou ao primeiro debate da corrida eleitoral de Belo Horizonte deste ano. Mesmo sem a sua presença, a gestão foi o principal foco dos adversários no encontro, que correu sem embates intensos.

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Salvador (BA)

O primeiro debate de Salvador foi marcado pelo alinhamento entre os quatro candidatos da base do governador da Bahia, Rui Costa (PT), contra Bruno Reis, candidato do DEM apoiado pelo prefeito ACM Neto, do mesmo partido. 

Curitiba (PR)

Em clima de tranquilidade e sem hostilidades, o primeiro debate de Curitiba foi mais um que não contou com a participação de seu atual prefeito, Rafael Greca (DEM). Por conta do número elevado de candidaturas - 16, no total -, o encontro foi dividido em dois e a segunda parte será transmitida no dia 14 de outubro.

Porto Alegre (RS)

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior (PSDB), foi atacado por todos os participantes do debate da noite de quinta-feira. Ele, que também esteve no encontro e pleiteia a reeleição, elevou o tom nas respostas para rebater as críticas dos adversários.

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Russomanno se associa a Bolsonaro e vira alvo em debate na Band

Candidato do Republicanos, que lidera as pesquisas, é atacado por rivais em primeiro debate da eleição e se apresenta como único que tem a ‘amizade’ do presidente

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 00h27

O primeiro debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, transmitido nesta quinta-feira, 1, pela TV Band, seguiu o roteiro mais tradicional das campanhas políticas. Os 11 participantes tentaram se apresentar aos eleitores e marcar posição em relação aos competidores, por meio de ataques e suas principais propostas. Líder da última pesquisa do Ibope, publicada pelo Estadão na semana passada, Celso Russomanno (Republicanos) foi o alvo preferencial e tentou deixar clara sua ligação com Jair Bolsonaro ao se apresentar como o “único candidato que tem amizade com o presidente”.

O ataque a Russomanno começou logo no segundo bloco, quando Joice Hasselmann (PSL) lembrou a suspeita de que o deputado federal recebeu R$ 50 mil não contabilizados da Odebrecht na campanha eleitoral de 2010. “O senhor conhece Itacaré?”, perguntou a candidata fazendo referência ao apelido que o parlamentar teria no sistema Drousys, onde a empreiteira registrava o pagamento de propinas. Russomanno sempre negou ter recebido os repasses irregulares. No debate, afirmou que Joice estava “inventando coisas”. 

O candidato do Republicanos foi cobrado, então, por já ter apoiado governos do PT no passado, embora se apresente agora como aliado de Bolsonaro. As críticas foram feitas tanto por Joice quanto por Arthur do Val (Patriota), dois candidatos que buscam reforçar sua afinidade com o eleitor conservador. Joice aproveitou a deixa para lembrar sua participação nos protestos de rua de 2016 que pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A participação nos protestos, inclusive, ajudou Joice a ser a deputada mais bem votada em 2018. 

Ao todo, seis participantes do debate citaram o parlamentar. Além de Joice e Arthur, o prefeito Bruno Covas (PSDB), Jilmar Tatto (PT), Guilherme Boulos (PSOL), Marina Helou (Rede) criticaram Russomanno nos blocos seguintes. O deputado buscava responder com citações a Bolsonaro ou, sempre em tom de voz pausado, dizendo que conhece o eleitorado pobre. “As pessoas aqui falam, mas não sabem de gente. Sei como trazer recursos para pessoas mais carentes”, afirmou o candidato, ao reafirmar que pretende criar um auxílio emergencial municipal. “Ele (Bolsonaro) pegou no meu braço e disse: ‘Celso, cuide de São Paulo. A gente precisa cuidar das pessoas que estão passando necessidade’. Sou o único candidato que tem amizade com o presidente e que vai trazer o benefício para São Paulo”, disse. 

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Segundo candidato mais bem colocado na pesquisa Ibope, Covas também foi alvo de ataques. Russomanno perguntou ao prefeito sobre a licitação para compra de 500 mil tablets para estudantes da rede municipal que foi barrada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Como mostrou o Estadão, cerca de 100 mil equipamentos seriam entregues até dois dias antes do primeiro turno, em 13 de novembro. O prefeito lembrou a preocupação com os alunos que ficaram sem aulas durante a pandemia do novo coronavírus. 

Na condição de prefeito, Covas foi cobrado por outros resultados da sua gestão e até sobre medidas tomadas pelo governador João Doria (PSDB). “O senhor abandonou o mandato de deputado federal para ser vice prefeito do Doria, que também abandonou a prefeitura para concorrer a governador”, disse Matarazzo, que também criticou o volume de gastos na reforma do Vale do Anhangabaú, no centro. “Inexperiência cobrou um preço alto”, disse Matarazzo sobre a obra, que, na verdade, teve o edital lançado durante o mandato de Fernando Haddad (PT) à frente da prefeitura.

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“Eu queria lamentar uma pessoa tão inteligente como você ter se revelado tão amargo graças às derrotas que acumulou ao longo dos últimos anos”, respondeu Covas. Tatto levantou outro ponto da gestão de Doria: a polêmica sobre a distribuição de farinata, um composto feito com alimentos próximo do prazo de validade que seria distribuído para moradores de rua. Em 2017, a oposição acusou Doria de querer distribuir “ração humana” à população carente. 

Reeditando a antiga polarização entre PT e PSDB, partidos que comandaram São Paulo por quatro mandatos desde 2001, Covas acusou a gestão Haddad de deixar um “rombo nas contas públicas”. Tatto foi secretário dos Transportes na última gestão petista. Ao debater sobre políticas públicas para a cracolândia, Covas e Tatto também debateram sobre política pública para a cracolândia: “Acabamos com a bolsa crack do PT”, disse Covas.

Candidata da Rede, Marina Helou disse que defender sustentabilidade “não é abraçar árvore” e se apresentou aos eleitores citando o seu site na internet. Confirmado no debate ontem de manhã, após conseguir uma decisão na Justiça contra suspensão feita por seu partido, Filipe Sabará (Novo) fez gestão de conciliação e elogiou a legenda. / PEDRO VENCESLAU, RICARDO GALHARDO, PAULA REVERBEL, TULIO KRUSE, BIANCA GOMES, BRENDA ZACHARIAS, BRUNO RIBEIRO e MARCELO GODOY

 

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No primeiro debate do Rio, Crivella é alvo e fala em 'kit gay'

Prefeito tentou levar discussão para campo ideológico e foi criticado por ignorar os problemas da cidade; Paes também foi atacado

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 01h47
Atualizado 02 de outubro de 2020 | 19h25

RIO - O primeiro debate dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro foi marcado por ataques ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto. Os ataques ao atual prefeito se concentraram mais na sua impopular gestão do que nos escândalos que marcaram os últimos meses, como o ‘QG da Propina’ e o grupo ‘Guardiões do Crivella’. A denúncia que tornou Paes réu por suposto caixa 2 em 2012 e o governo do presidente Jair Bolsonaro foram ignorados pelos debatedores. 

Logo no primeiro minuto, Paes já deixou claro o caminho que quer seguir ao longo da campanha: uma comparação entre a gestão Crivella e os seus mandatos. Nesse contexto, rebateu a alegação do atual prefeito de que o Rio teria sido referência no combate ao coronavírus. “Ao contrário do que disse o prefeito aqui, o índice de mortalidade do Rio foi o dobro do de São Paulo. As clínicas da família sem funcionar, o BRT… Dobrou o índice do desemprego. O carioca tem na memória que na nossa gestão as coisas eram muito melhores”, disse. 

Crivella buscou, a todo momento, alegar que herdou dívidas e uma “corrupção anômica” da gestão Paes. Atrelou a isso os problemas do seu mandato e disse que agora a cidade “está saindo da crise”. Por outro lado, buscou a única saída possível para driblar sua impopularidade: ideologizar o debate por meio de temas morais e sem relação com a Prefeitura. Na primeira oportunidade que teve de formular uma pergunta, escolheu Renata Souza (PSOL) e perguntou sobre a suposta “ideologia de gênero” nas escolas. 

“Se o Psol ganhar a eleição, as escolas vão ter o que as crianças deveriam ter em casa: orientação sexual. Vai ter kit gay nas escolas e a liberação das drogas”, afirmou, antes de receber críticas da deputada estadual por ignorar problemas graves da cidade. Após o debate, apresentada à Justiça Eleitoral uma interpelação para que o prefeito seja convocado para provar o que disse. 

“É a mesma mentira usada por Bolsonaro para atacar o PSOL. Crivella tem que se explicar na Justiça. Ele deveria estar preocupado em debater propostas para lidar com a pandemia e recuperar o Rio. Com mais de 10 mil mortos na cidade, ele gasta o tempo do debate com fake news”, diz Renata.

Quase todos os participantes atacaram a administração Crivella - que tem mais de 70% de rejeição nas pesquisas. Ele conta com a tentativa de associação ao bolsonarismo e com as máquinas pública e da Igreja Universal para tentar se reeleger. 

Paes protagonizou embates com a deputada estadual Martha Rocha (PDT). Em determinado momento, ela apontou o fato de o ex-prefeito ter comandado a cidade numa época de grandes eventos, como a Olimpíada, e desperdiçado a oportunidade de transformá-la em “referência em Saúde e Educação”. Após Paes ironizar o fato de a candidata ter citado um suposto rombo de R$ 320 bilhões nos cofres cariocas, Martha atacou outro aspecto do ex-prefeito: sua personalidade. “Esse jeito malandro de ser, debochado e desrespeitoso, o carioca não aguenta mais. O carioca quer andar de cabeça erguida. Esse filme o carioca não quer de novo. O teu filme não vale a pena ver de novo.” 

Os dois voltaram a se enfrentar no bloco seguinte, quando foi a vez de Paes partir para um duelo mais incisivo. Citou números da Polícia Civil durante o período em que Martha comandou a corporação para alegar que havia sido uma má gestão. Falou, entre os dados, sobre o aumento nos registros de estupros.Também destacou o fato de a deputada nunca ter ocupado cargos na Prefeitura. "A senhora não conhece a Prefeitura do Rio, nunca esteve perto da gestão municipal. Respeito seu mandato, seu trabalho como deputada, mas nós precisamos nesse momento delicado da cidade alguém com experiência."

Martha respondeu lembrando do episódio em que Paes foi acusado de machismo ao dizer que uma mulher negra iria “transar muito” após receber sua casa própria. “Quero dizer para o senhor que a violência contra a mulher e o respeito às mulheres sempre foram uma missão e uma promessa da minha vida”, disse. “Esse aumento (de estupros) foi porque se uniu num único crime o atentado violento ao pudor e o estupro.” Em outro momento, voltou a emplacar uma frase de efeito: “Existe vida depois de Eduardo Paes.” 

Outro embate que marcou a noite se deu entre Crivella e Luiz Lima (PSL), os dois nomes que se apresentam como os candidatos do presidente Jair Bolsonaro - que não deve declarar apoio a ninguém no Rio no primeiro turno. Lima citou o episódio conhecido como ‘Guardiões’ para criticar o prefeito, em referência à reportagem da TV Globo que revelou o esquema de cerceamento ao trabalho da imprensa na porta de hospitais. Foi quando Crivella tentou associar o adversário à Globo e usou um dos principais bordões dos bolsonaristas. 

“Eu sei da sua ligação com a Rede Globo de Televisão. Ela é inimiga jurada do meu governo”, disse, sem dar detalhes de que ligação seria essa. “Luiz, você foi eleito com o Bolsonaro. Meu conselho para você: se separe da Rede Globo de Televisão."

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Kalil falta a debate em BH e vira alvo dos adversários

Apontado como favorito, prefeito e candidato à reeleição recusou convite de participar do encontro

Leonardo Augusto, especial para o ‘Estadão’, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 01h23

BELO HORIZONTE – O primeiro debate entre candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte, organizado na noite desta quinta, 1º, pela Band Minas, aconteceu sem a presença do prefeito da capital, Alexandre Kalil (PSD), que disputa a reeleição e é apontado como favorito na disputa. O prefeito recusou convite para participar da transmissão e foi o alvo principal dos adversários em temas como o impacto da pandemia do novo coronavírus na cidade.

O debate foi realizado exclusivamente com perguntas entre os candidatos. A concorrente do PSDB, Luísa Barreto, afirmou que a qualidade do transporte público na capital é “deplorável”. Para Fabiano Cazeca, que disputa pelo PROS, a prefeitura trata os usuários do transporte público como “animais”. “Os ônibus parecem mais latas de sardinha”, afirmou. O candidato Professor Wendel (Solidariedade) prometeu a tarifa de ônibus, que custa R$ 4,50, a R$ 2 para parte dos estudantes da rede pública.

João Vítor Xavier (Cidadania) preferiu atacar o prefeito via política de combate às drogas. “A prefeitura é conivente com o tráfico na cidade”, disse o candidato. Em relação à ausência de Kalil na transmissão, a crítica mais incisiva partiu do candidato do PCdoB, Wadson Ribeiro. “Fugir de debate parece que virou moda no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro venceu a disputa pelo governo federal sem comparecer a um debate”, lembrou.

Sem embates intensos, o momento mais “quente” ficou por conta dos candidatos Rodrigo Paiva (Novo) e Nilmário Miranda (PT), que criticou propostas de privatização de estatais mineiras defendidas pelo governo de Romeu Zema, também do Novo. Paiva reclamou do companheiro de partido de Nilmário, ex-governador Fernando Pimentel, que, conforme o representante do Novo, deixou dívida enorme para o atual governo.

O debate foi marcado ainda pelo tom amistoso entre candidatos Áurea Carolina (PSOL) e Nilmário Miranda, que concordaram sobre a importância da participação do Poder Legislativo municipal no desenvolvimento da cidade. Houve ainda, por parte do candidato Lafayette Andrada (Republicanos), promessa de redução de IPTU por oito meses para empresários que tiveram problemas financeiros por conta da pandemia do novo coronavírus. Marcelo Souza e Silva (Patriotas) afirmou que a gestão de Kalil não dialogou com a sociedade na pandemia do novo coronavírus. “Tomou decisões autoritárias”, disse.

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A campanha em Belo Horizonte tem 15 concorrentes, mas apenas onze foram convidados porque quatro pertencem a partidos sem representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional. A legislação não exige que candidatos filiados a partidos sem parlamentares em Brasília participem de debates. Assim, quatro não foram convidados para a transmissão. Ficaram fora Bruno Engler (PRTB), Cabo Xavier (PMB), Marília Domingues (PCO) e Wanderson Rocha (PSTU).

 

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Em debate de Salvador, candidatos se juntam contra indicado por ACM Neto

Quatro candidatos da base do governador Rui Costa (PT) atuaram de forma alinhada contra o candidato da situação, Bruno Reis (DEM)

Regina Bochicchio, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 02h47
Atualizado 02 de outubro de 2020 | 19h14

SALVADOR - O primeiro debate entre candidatos à Prefeitura de Salvador, na TV Band Bahia, na noite desta quinta-feira, 1º de outubro, foi marcado pelo alinhamento entre os quatro candidatos da base do governador Rui Costa (PT) contra o candidato apoiado pelo prefeito ACM Neto (DEM), Bruno Reis (DEM).

Sete dos nove candidatos participaram do debate. Ficaram de fora o bolsonarista Cezar Leite (PRTB) e Rodrigo Pereira (PCO) em razão das regras estabelecidas pela emissora dando conta de que os partidos de cada candidato devem comportar, no mínimo, cinco parlamentares no Congresso Nacional, conforme estabelece o Artigo 46 da Lei nº 9504/97.

Entre os candidatos governistas, cujos representantes são Major Denice (PT), Olívia Santana (PCdoB), João Bacelar (Pode) e Pastor Sargento Isidório (Avante), Olívia e Bacelar foram os que enfatizaram mais críticas a Reis.

A petista Denice, que debuta na política partidária, preferiu adotar uma postura propositiva e menos combativa. Contudo, sem contar com a experiência em debate eleitoral, acabou deixando escapar oportunidades de contrapor com maior destaque ou trazer o debate para si quando, por exemplo, entrou em pauta políticas para mulheres – área que domina por ter coordenado a Ronda Maria da Penha na capital.

Se, por um lado, o candidato Bruno Reis, em sua trajetória política, sempre se mostrou um exímio articulador político de bastidor e responsável por tocar projetos importantes na administração de Neto como secretário, por outro, ao estrear em debate, e sendo atacado de forma veemente em alguns momentos, acabou "engasgando" na fluência de algumas respostas quando perguntado por adversários, em todos os temas abordados.

Enquanto aliados de Rui "levantavam a bola para que o colega cortasse", com destaque para Bacelar, em perguntas claramente dirigidas em ataque à gestão de ACM Neto, cuja continuidade é representada por Reis, o democrata se pautou na administração atual e pouco falou de futuro.

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Hilton Coelho (PSOL) e Celsinho Cotrim (PROS) adotaram posturas independentes às duas forças políticas predominantes no estado. Atirando para todos os lados, o candidato do PSOL não poupou críticas aos projetos de Neto e Rui.

Em Salvador a retomada econômica está estreitamente ligada ao Turismo e Cultura. Ao serem perguntados pela produção do debate sobre esta questão, major Denice apostou no reforço à economia criativa, Isidório no fortalecimento daqueles que estão no trabalho informal. Bruno lembrou dos incentivos fiscais aos empresários, política adotada pelo prefeito com a perspectiva de gerar emprego e renda, e Olívia acusou a atual gestão de concentrar recursos a “empresas ligadas a amigos”, sem detalhar.

O Carnaval, que movimenta mais de R$  bilhões, foi assunto debatido entre Cotrim e Isidório. ACM Neto tem dito que o Carnaval só deve ocorrer quando da existência de vacina confiável e pode adiar a maior festa popular da capital para o mês de julho.

Isidório tentou rechaçar a postura netista. Mas acabou tendo de concordar com o argumento de Cotrim, que enfatizou a responsabilidade da segurança sanitária com a possibilidade de uma vacina contra a covid-19 – mesma postura adotada pelo prefeito.

 Educação recebeu especial interesse dos candidatos em vários momentos. O retorno às aulas em um cenário de pandemia tem sido motivo para debates na sociedade soteropolitana.

O prefeito, até agora, não autorizou o retorno presencial do alunado às escolas, mas está disponibilizando ferramentas digitais para educação remota. Ao provocar Bruno, o candidato Bacelar afirmou que as aulas foram suspensas de forma “atrapalhada”. Bruno respondeu lembrando ações como aulas remotas, distribuição de chips e cestas básicas.   

Olívia, ex-secretária de educação de Salvador, acabou aproveitando melhor o tema em razão de sua trajetória biográfica. De origem pobre, ela foi faxineira e merendeira em escola particular, acabou estudando pedagogia e chegou à secretaria de educação.

 

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Curitiba tem seu primeiro debate sem a participação do prefeito

Rafael Greca, que disputa a reeleição, alegou falta de segurança sanitária; encontro focou nos pós-pandemia

Julio Cesar Lima, especial para o ‘Estadão’, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2020 | 01h41

CURITIBA – Em um clima de tranquilidade e sem hostilidades, a pandemia e seus efeitos na educação e na economia, além de políticas para mulheres dominaram na noite de quinta-feira, 1º, o primeiro debate eleitoral para a Prefeitura de Curitiba, realizado pela Band Paraná. O atual prefeito, Rafael Greca (DEM), não participou do encontro.

Por causa do elevado número de candidaturas, 16 no total, o debate foi dividido em duas partes, sendo que na primeira edição participaram sete candidatos, a segunda parte acontecerá no próximo dia 14 de outubro.

Greca havia confirmado sua presença, mas na última semana alegou falta de segurança sanitária para não comparecer – ele chegou a ser diagnosticado com covid-19, ficou internado e recebeu alta na quarta-feira, 30.

O ex-deputado federal João Arruda (MDB) falou sobre a falta de habitação, citou números e a crise econômica. “Se antes da crise, eram 100 mil desempregados, esse número se ampliou. Isso impacta até no acesso a comida”, disse.

O deputado estadual Fernando Francischini (PSL) lembrou ter sido um dos maiores cabos eleitorais do presidente Jair Bolsonaro e falou sobre segurança. “Vamos investir em inteligência”, disse.

Já o médico João Guilherme (Novo) reforçou a política de seu partido em recusar o fundo partidário e a necessidade de implantar políticas empreendedoras na cidade.

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O professor de Direito, advogado Paulo Opuszkas (PT), defendeu os servidores públicos e disse que é preciso “melhorar a remuneração” para todos.

A estudante Camila Lanes (PCdoB) e a psicóloga Marisa Lobo (Avante) falaram sobre os moradores de ruas, sendo que Camila defendeu uma cidade inclusiva e que possa ressocializar quem tem problemas na justiça, enquanto Marisa defendeu uma cidade “com cidadãos de bem”.

O professor Renato Mocellin (PV) falou de suas propostas para sustentabilidade e a exemplo dos outros participantes não polemizou. 

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Em Porto Alegre, todos os adversários miram Marchezan: 'autoritário' e 'anti-povo'

Em suas manifestações, o prefeito tucano também elevou o tom para rebater os ataques vindos dos demais candidatos

Lucas Rivas, especial para o Estadão

02 de outubro de 2020 | 02h10

PORTO ALEGRE - De forma direta e indireta, o prefeito Nelson Marchezan Junior (PSDB) foi criticado por todos os candidatos à prefeitura de Porto Alegre que participaram do debate realizado pela Band RS, na noite de quinta-feira, 1. Com máscaras, dez dos 13 concorrentes discutiram por 2h30min diferentes temas como segurança, educação, transporte, obras e infraestrutura, além dos problemas sanitários e econômicos agravados pela pandemia. Em suas manifestações, o tucano também elevou o tom para rebater os ataques vindos dos adversários.

Ao mencionar a “arrogância” de Marchezan, Manuela D’Ávila (PCdoB) perguntou diretamente ao prefeito sobre a ausência de obras de saneamento em áreas carentes de Porto Alegre. Além disso, a candidata também alertou que o prefeito vêm trabalhando em prol da cidade apenas no período eleitoral. Como resposta, o tucano disparou. “A senhora tem que estudar mais e viajar menos”, disse ao afirmar que os números apontados por ela não procediam.

Reiteradamente, Fernanda Melchionna (PSOL) classificou Marchezan como “autoritário” e defensor de uma agenda “anti-povo”. “O prefeito pia fino na hora de cobrar os ricaços”, cutucou.

Por mais de uma vez, José Fortunati (PTB) acusou o tucano de propagar notícias falsas. “É mais uma 'fake-news’ do Marchezan afirmar que tirou a cidade das páginas policiais. Ele tenta terceirizar as responsabilidades”, pontuou. Em contrapartida, Nelson Marchezan alegou que o antecessor teve uma gestão marcada por escândalos. “Fortunati é o marido traído. Não sabia dos esquemas de corrupção”, provocou.

Já o vice-prefeito Gustavo Paim (PP) alegou ter sido “traído” pelo prefeito enquanto que o candidato Sebastião Melo (MDB) advertiu que a cidade não pode ser administrada por um “reizinho”. Diversos direito de resposta foram solicitados, porém nenhum concedido. Os candidatos Júlio Flores (PSTU), Luiz Delvair (PCO) e Montserrat Martins (PV) não participaram do debate. A dinâmica foi dividida em cinco blocos, sendo três deles com perguntas e respostas entre os debatedores.

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Para manter os protocolos sanitários, o uso de máscara foi obrigatório. Apenas durante as manifestações, o equipamento pode ser retirado. Além disso, candidato pode estar acompanhado de apenas um assessor.

Também participaram do debate: Juliana Brizola (PDT), Valter Nagelstein (PSD), Rodrigo Maroni (PROS) e João Derly (Republicanos).

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