André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

'Vamos ganhar a eleição com ou sem Skaf', diz coordenador da campanha de Dilma em SP

Luiz Marinho chama o candidato do PMDB de "amador" e costura palanques para a presidente junto a prefeitos do partido no Estado

Carla Araújo e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2014 | 22h35

Mauá - O coordenador da campanha da presidente Dilma Rousseff em São Paulo e prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), disse nesta terça-feira, 29, que o apoio do PMDB à campanha pela reeleição vai acontecer "com ou sem" o apoio de Paulo Skaf (PMDB). "Nós vamos ganhar a eleição, com Skaf ou sem Skaf. Nós queremos que ele ajude, participe do processo, mas estamos muito tranquilos com relação a campanha da presidenta."

O candidato peemedebista tem resistindo à investida do próprio partido, aliado do PT em nível nacional, para declarar apoio à petista por causa da forte rejeição dela em São Paulo. Em vídeo divulgado na segunda na internet, Skaf desdenha da aliança entre PT e PMDB em São Paulo.

Marinho comentou o vídeo afirmando que a postura do peemedebista é de amadora politicamente. "Achei que ele é amador na vida pública, há um certo amadorismo", disse.

Marinho criticou a postura de Skaf. "Nós temos que ter paciência. Política não se faz brigando. Temos que ter paciência e generosidade", disse durante caminhada em Mauá com o candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha.

O próprio Padilha, respeitando o pacto de não agressão entre os candidatos de partidos aliados nacionalmente, ironizou. "Como já dizia minha avó: quem desdenha quer comprar", afirmou.

Coordenador da campanha no Estado-chave para a campanha presidencial, Marinho considera que "seguramente" o PMDB vai chegar a conclusão de tem obrigação de apoiar a Dilma. "Até porque a Dilma disse lá atrás que em São Paulo ela tem dois candidatos Padilha e Skaf", disse.

Segundo o prefeito, Skaf  deve pensar nas consequências de resistir à aliança. "Estou seguro que em algum momento eles vão chegar a conclusão, até porque quando eu disse: caso ele não apoie a Dilma arcará com as consequências", afirmou. Entre elas seria a de perceber que está fazendo um erro de diagnóstico.

Para Marinho, a resistência de Skaf acontece por uma "fotografia" de momento sobre a rejeição de Dilma no Estado. "A Dilma tem rejeição, mas também tem eleitores no Estado, tem mais eleitores que o Skaf, portanto , ele está perdendo com essa análise", afirmou.

Segundo ele, com a propaganda na TV, a rejeição de Dilma, em torno de 43%, tende a diminuir. "Nós teremos um horário muito maior de televisão para a presidenta Dilma e (isso) vai reduzir a rejeição."

O petista disse que tem agendada para essa semana uma conversa com Temer e que já pediu também uma agenda com o próprio Skaf. O peemedebista, no entanto, ainda não respondeu.

Mesmo com a resistência de Skaf, Marinho tem costurado palanques para Dilma junto a prefeitos peemedebistas no interior do Estado. "Tenho conversado com muitas lideranças do palanque do Skaf" disse.

Segundo Marinho, Skaf só tem a perder se não fizer campanha para Dilma. "São as consequências que eu acho que podem acontecer, mas eu prefiro acreditar no diálogo, no convencimento e que o PMDB uma hora vai chegar a conclusão vai fazer campanha para a Dilma", disse. 

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