'Vamos deixar que o processo flua', pede Lewandowski

O presidente interino do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, afirmou ontem que a Corte não deve ter pressa para julgar os recursos que serão movidos por condenados por envolvimento com o esquema do mensalão. "Nós temos que garantir, segundo dispõe a Constituição, o mais amplo direito de defesa, que é um princípio universal. Portanto, não devemos ter pressa nesse aspecto. Aliás, não vejo por quê. Não há nenhuma prescrição em vista. Então deixemos que o processo flua normalmente", disse Lewandowski.

O Estado de S.Paulo

24 Abril 2013 | 02h10

Nesta semana ele substitui na presidência do STF Joaquim Barbosa, que está em viagem nos Estados Unidos. Relator do processo, Barbosa votou a favor de condenar a maioria dos réus, envolvendo-se em discussões acaloradas com Lewandowski, que era o revisor do processo.

Lewandowski evitou fazer previsões sobre quando o Supremo julgará os recursos que os réus começaram a entregar ontem na Corte. Mas, para Joaquim Barbosa, é possível que o assunto esteja resolvido até julho.

Ontem, o advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que defendeu Rogério Tolentino, encaminhou ao STF o primeiro recurso contra a condenação. A seu cliente, que foi sócio do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, foi imposta uma pena de 6 anos e 2 meses pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. No recurso, o advogado contesta o fato de os condenados por corrupção passiva terem sido punidos com base numa lei anterior, que estabelecia penas menores. / MARIÂNGELA GALLUCCI

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