Valores envolvidos podem ser ainda maiores, avalia PF

A conta feita até aqui pelos investigadores, sobre os valores movimentados pela organização criminosa comandada por Carlos Augusto Ramos ainda não é definitiva. Os dados foram levantados a partir dos relatórios da Polícia Federal (PF), Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal nas operações em que aliados do bicheiro foram citados - mas outros indícios em poder dessas equipes sugerem que, apesar do alto volume de recursos, a contabilidade apresentada é subestimada.

BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2012 | 03h07

Na Operação Monte Carlo, por exemplo, calcula-se que o grupo teria movimentado R$ 4,5 milhões apenas em bingos e máquinas de caça-níqueis de quatro cidades do Entorno.

Tudo indica que outros R$ 36 milhões teriam circulado nas contas bancárias do grupo. A rede de empresas da família Queiroga, que lavava dinheiro para o grupo movimentou outros R$ 14 milhões.

Na Operação Las Vegas, por exemplo, os rendimentos da organização criminosa chegariam a R$ 180 milhões, segundo cálculos dos investigadores.

Em outra operação, em que a Polícia Federal e o Ministério Ppúblico fecharam várias casas de bingo, o total de dinheiro apreendido chega a quase R$ 500 mil. O valor, segundo as investigações, era referente aos lucros diários dos cassinos.

Na Operação Apate, desencadeada em maio do ano passado para investigar fraudes contra a Receita nos Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais. a PF acredita que o prejuízo aos cofres públicos chegou a R$ 200 milhões. / A.R.

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