Valores divergem das contas declaradas ao TSE

Produtora diz que emitiu R$ 70 mil em notas por serviços a Perillo, mas na prestação de contas aparecem R$ 33,3 mil

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2012 | 03h22

As declarações do jornalista Luiz Carlos Bordoni quanto a valores divergem da prestação de contas da campanha do governador Marconi Perillo constantes no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bordoni sustenta que deveria ter recebido cerca de R$ 200 mil por todo o trabalho prestado e que a primeira parte, cerca de R$ 100 mil, foi paga ainda durante a campanha pelo comitê financeiro único de Perillo. Segundo ele, as notas fiscais emitidas para pagá-lo foram fornecidas pela Art Mini, empresa individual e produtora de rádio à qual se associou para elaborar os programas. Pelo acordo, a Art Mini faria toda a parte técnica e ele ficaria responsável pelo conteúdo.

O dono da Art Mini, André Luiz Mendes, confirmou que emprestou notas para Bordoni receber pelos serviços prestados a Perillo. Na prestação de contas da campanha do governador ao TSE, no entanto, a produtora aparece como recebedora de apenas R$ 33,3 mil. Mendes diz que parte dos R$ 70 mil que recebeu pelos trabalhos feitos na eleição foi paga pela produtora Makro Vídeo e Som, que locou equipamentos para a agência de publicidade que fez a campanha de TV de Marconi.

"Eu emito todas as notas. Quem me pagou foi a Makro", afirmou. "Algumas coisas que o Bordoni precisou, de algumas notas, eu forneci pra ele poder receber da galera dele."

O dono da Makro, Euclides Neri, por sua vez, confirmou a versão de Mendes sobre a subcontratação e disse ter pago à Art Mini por pequenos serviços prestados durante a campanha. A Makro, no entanto, aparece na prestação de contas do comitê financeiro único de Perillo como recebedora de R$ 150 mil, que o dono da produtora diz ter recebido pela locação de estúdios e equipamentos à agência de publicidade que tocou a propaganda de TV e rádio de Perillo no primeiro turno.

Neri não soube dizer por que os outros serviços que ele e a Art Mini prestaram não aparecem na prestação de contas. / F.G.

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