Valente promete fim de lixões em 10 anos e coleta seletiva

Candidato explicou ainda como pretende sistematizar a participação popular em uma eventual futura gestão

Carolina Freitas, da Agência Estado

08 de setembro de 2008 | 14h18

O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Ivan Valente prometeu nesta segunda-feira, 8, em entrevista concedida após participar de sabatina do Grupo Estado, acabar com os lixões em 10 anos e implantar a coleta seletiva se for eleito. Para Valente, o fato de sua campanha não ter financiamento privado facilitaria essa atuação como prefeito. "Temos condições de fazer isso. As empresas de lixo são muito poderosas, mas, como não temos rabo preso, podemos, por exemplo, ativar a coleta seletiva", afirmou. O vídeo da sabatina pode ser visto na TV Estadão (clique aqui).  Veja também:Especial: Perfil de Ivan Valente Valente defende revisão do endividamento do município de SPIvan Valente classifica pedágio urbano de elitistaIvan Valente quer eleições diretas para subprefeitos de SPBlog: principais declarações de Alckmin, Marta, Kassab, Maluf, Soninha e Valente  Veja fotos da sabatina com Ivan Valente  Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV GloboVereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro Valente disse que a coleta de material recicláveis diminuiu nos últimos anos e que os dois aterros paulistanos estão próximos da saturação por razões políticas. "As grandes empresas não têm interesse nisso. Há um problema político." O candidato do PSOL explicou ainda como pretende sistematizar a participação popular em uma eventual futura gestão. "Faremos o Planejamento Participativo", disse. "Pretendemos chamar todo o movimento social e popular para discutir o orçamento. Isso vem acompanhado de uma grande transparência na arrecadação de impostos e destinação dos recursos públicos." Trânsito Valente pretende desencorajar o paulistano a usar o automóvel, se eleito. Além de investir em transporte público, para criar uma empresa municipal do setor e tornar os ônibus mais velozes, o candidato propõe uma mudança cultural. "O carro não resolve o problema da rapidez no transporte", afirmou. "Vamos mostrar que há uma grande irracionalidade no deslocamento e uma falsa sensação de segurança."

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