Valente defende revisão do endividamento do município de SP

Candidato do PSOL citou a Lei de Responsabilidade Fiscal que estabelece limites rígidos para o endividamento

Giuliana Vallone, do estadao.com.br e Elizabeth Lo

08 de setembro de 2008 | 13h59

O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Ivan Valente, disse nesta segunda-feira, 8, em sabatina do Grupo Estado, que a dívida do município precisa ser tratada com seriedade. "Sangramos o ano passado em R$ 2,3 bilhões, o que daria para construir 10 quilômetros de Metrô. A dívida explodiu no governo Celso Pitta com os precatórios", disse, defendendo, mais uma vez, a revisão desse endividamento. O vídeo da sabatina pode ser visto na TV Estadão (clique aqui).     Veja também: Especial: Perfil de Ivan Valente  Ivan Valente quer eleições diretas para subprefeitos de SP Ivan Valente classifica pedágio urbano de elitista Valente promete fim de lixões em 10 anos e coleta seletiva Blog: principais declarações de Alckmin, Marta, Kassab, Maluf, Soninha e Valente  Veja fotos da sabatina com Ivan Valente  Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo  Vereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP  As regras para as eleições municipais  Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro   Valente citou a Lei de Responsabilidade Fiscal que estabelece limites rígidos para o endividamento e disse que alguns gastos são feitos em obras sociais. Ele defendeu uma auditoria na dívida do município e disse que nem todo o endividamento é perdulário e é feito como crime fiscal. "Podemos renegociar a dívida, fazendo uma auditoria, submetendo um referendo à população para politicar essa discussão. Não se pode dizer que é calote."   O candidato disse que a questão do transporte e do trânsito na capital paulista é muito complexa e que chegou ao colapso. "Certamente a cidade chegou a um colapso, e para situações como essa, quem disser que tem uma solução imediata não está falando a verdade", declarou. Ele afirmou que sua proposta é aumentar os subsídios para o transporte público para que, gradativamente, a tarifa chegue a zero. Questionado sobre a origem dos recursos para executar esse projeto, ele respondeu que será utilizado dinheiro do orçamento e do aumento da arrecadação da cidade. "A Ponte Estaiada custou R$ 320 milhões, e não é um modal de transporte efetivo para a cidade. É mais um instrumento de valorização comercial e até cenário para rede de TV", ironizou.

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