XP Investimentos/Divulgação
XP Investimentos/Divulgação

O Brasil vai 'trepidar', diz FHC sobre eleições 2018

Ele participou de uma conversa com o ex-presidente americano Bill Clinton promovida pela XP Investimentos

Adriana Ferraz , O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2018 | 20h06

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou na noite desta sexta-feira, 21, em evento em São Paulo, que o Brasil precisa de uma "utopia viável". Sem citar nominalmente nenhum candidato à Presidência da República nas eleições 2018, FHC afirmou, dentro de um contexto eleitoral, que o Brasil vai "trepidar" e que é preciso saber se "alguém" tem plano de voo para enfrentar o atual momento, classificado por ele como "difícil".

FHC participou de uma conversa com o ex-presidente americano Bill Clinton promovida pela XP Investimentos. Ao comparar a eleição a um voo, o tucano disse ainda que a circunstância não garante um bom caminho. Segundo ele, falta horizonte ao brasileiro.

Diante de Clinton, o ex-presidente brasileiro citou a Operação Lava Jato para ilustrar a falta de confiança da sociedade nas instituições políticas e criticou os partidos pela ausência de ideologia. Resgatar essa confiança faz parte, segundo FHC, de um processo que combata o ódio e a raiva presentes no dia a dia político.

Clinton falou sobre os riscos do "nós contra ele" e defendeu a diversidade, a união entre pessoas de nacionalidade diferentes em prol da democracia. "O mundo seria melhor se fossemos mais inclusivos", afirmou Clinton.

Nesta quinta-feira, 20, FHC divulgou uma carta aos eleitores na qual faz um apelo para conter o que classificou como “marcha da insensatez”

FHC afirmou que “ante a dramaticidade do quadro atual, ou se busca a coesão política, com coragem para falar o que já se sabe e a sensatez para juntar os mais capazes para evitar que o barco naufrague, ou o remendo eleitoral da escolha de um salvador da Pátria ou de um demagogo, mesmo que bem intencionado, nos levará ao aprofundamento da crise econômica, social e política.”

No evento, FHC foi mais genérico e otimista. Disse que o mais o preocupa é o ódio que não aceita a opinião do outro. Mas afirmou ter crença de que "muitas coisas nos unem e que vamos dar certo".

Clinton apelou para que, mesmo quem não participe do processo eleitoral como candidato, seja ativo politicamente. "A democracia está passando por uma fase difícil. O truque do mundo moderno é reconhecer as diferenças dos outros num tribalismo positivo", encerrou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.