Uso de recursos federais vira embate em programa de rádio

Petistas acusam cidade de ignorar projetos; Serra, por sua vez, diz que o governo petista não investiu em metrô

O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2012 | 03h07

As trocas de acusações entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo continuam nos programas de rádio. Ontem, o petista Fernando Haddad (PT) criticou as administrações de José Serra (PSDB) e do atual prefeito Gilberto Kassab (PSD) por não terem incorporado programas federais na capital paulista. Enquanto isso, o tucano acusou o governo federal de não investir "nenhum centavo" na expansão do metrô.

Ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad disse que o Minha Casa, Minha Vida, que atingiu ontem a marca de 1 milhão de moradias construídas, não chegou a São Paulo com o "vigor que poderia" por má vontade das gestões anteriores.

Lula, que atua como uma espécia de âncora do programa do candidato no rádio, concordou: "Nós aqui não conseguimos implantar muitas das políticas do governo federal, porque não havia vontade, nem de quem governava o Estado, nem de quem governava a cidade".

O candidato do PSDB, por sua vez, culpou os governos de Lula e da presidente Dilma Rousseff de não investirem em metrô na capital. "O governo federal, embora arrecade muito na nossa cidade, não coloca aqui nenhum centavo para fazer metrô", afirmou no programa eleitoral do rádio.

Em mais uma crítica à gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004), Serra disse que os investimentos nesse meio de transporte público só começaram a ser feitos após ele assumir a Prefeitura, em 2005.

Chalita. O tucano também foi alvo de críticas no rádio por parte do candidato do PMDB, Gabriel Chalita. De acordo com o peemedebista, Serra teria fechado metade das escolas de tempo integral criadas quando ele foi secretário da Educação do governo de Geraldo Alckmin, entre 2002 e 2006. Para Chalita, o tucano fez isso porque, na época, estava "brigado com Alckmin". / I.P.

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